Mais de metade dos consumidores afirmou que o dispositivo preferido para fazer compras online é o seu smartphone e o preço é o principal fator para decidir comprar um produto online. São as conclusões da oitava edição do estudo “The Future Shopper Report”, da WPP e VML.
“Este estudo reforça as nossas análises nacionais e internacionais que demonstram uma transferência significativa da procura de produtos e serviços para canais digitais. As decisões das empresas e das marcas para se posicionarem nestes canais devem ser encaradas como um imperativo de transformação superior ao que fizeram no passado para se adaptarem ao retalho físico moderno”, afirmou Gonçalo dos Santos Rodrigues, Diretor de Consultoria da VML.
Dispositivos mobile dominam quando o assunto são compras online
Mais de metade dos inquiridos pela análise afirmou que o smartphone é seu dispositivo preferido para fazer compras online, muito acima do segundo, o computador portátil, que representa apenas 16%.
Os inquiridos referem ainda que a experiência nestes dispositivos podia ser melhor, com dois terços a afirmar que as marcas precisam de fazer mais para cumprir as expectativas.
Dispositivos como consolas de jogos, smartwatches ou assistentes virtuais, apesar de ainda residuais, apresentam-se como alternativas para a realização de compras em canais digitais, avança o relatório.
A decisão de comprar online está fixa no preço
Os inquiridos afirmaram que o preço é o principal fator para comprar um produto online.
No entanto, também as descrições dos produtos, a capacidade de encontrar o que procuram e a conveniência das entregas são fatores relevantes.
Quando questionados sobre quais os fatores que poderiam encorajar os consumidores a comprar produtos diretamente às marcas, a oferta de um melhor preço, a oferta da entrega, a velocidade e conveniência ou as devoluções foram indicadas como razões que influenciam as suas decisões.
A representatividade dos gastos em canais digitais vai continuar a crescer
Após apresentar um crescimento regular nas edições do estudo pós-Covid, a percentagem dos gastos online face aos gastos offline dos consumidores inquiridos diminuiu de 58% para 53%.
De acordo com o estudo, esta diminuição foi transversal a todos os grupos etários inquiridos, não obstante, foi na faixa etária entre os 16 aos 25 anos que a diminuição foi mais expressiva.
Assim, quando questionados sobre o futuro, as expectativas são de crescimento da representatividade dos gastos em canais digitais, estimando-se que, a cada 10€ gastos, 6€ sejam em canais digitais num horizonte de cinco anos.
“A expectativa é transversal a todos os grupos etários, mas o maior crescimento é apresentado nos segmentos acima dos 45 anos, o que demonstra uma crescente permeabilidade ao comércio digital”, salienta a análise.
Marketplaces lideram em todas as fases da jornada de consumo
Segundo o estudo, 35% dos consumidores procuram inspiração para as suas compras em marketplaces e 32% conduzem lá as suas pesquisas para comparação e escolha de produtos.
Ainda que, também sejam a primeira opção para fazer compras, os marketplaces diminuíram a representatividade face ao ano anterior em 6pp (representando agora 29%).
As conclusões do relatório indicam ainda que, apesar do domínio dos canais digitais, os canais físicos apresentaram uma recuperação junto destes consumidores, sendo que, mais de metade dos inquiridos afirmou preferir marcas que tenham tanto lojas físicas como digitais.
Amigos, família e influenciadores digitais afetam decisões de compra
De acordo com o relatório, em média, os amigos são quem mais influencia as decisões de compras. No entanto, os influenciadores digitais apresentaram a liderança em audiências abaixo dos 34 anos e a família, nas audiências acima dos 45.
No que toca aos conteúdos, avaliações e reviews são os mais relevantes para a tomada de decisão online, seguidos da descrição precisa do produto, a marca, a qualidade das imagem e vídeos.
Neste sentido, 62% dos inquiridos afirmou que tencionam fazer compras através das redes sociais no futuro.

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