Quantcast
Pagamentos

Consumidores tendem a comprar mais quando o pagamento é simples e rápido

Consumidores tendem a comprar mais quando o pagamento é simples e rápido, aponta estudo iStock

Os consumidores compram com maior frequência e gastam mais quando o processo de pagamento é simples, rápido e sem fricção. A conclusão é de um estudo da Network Merchants Inc. (NMI), que inquiriu 1.000 adultos nos Estados Unidos da América (EUA) para analisar o impacto da experiência de pagamento no comportamento de compra.

De acordo com o estudo “The Psychology of Payments”, 50% dos inquiridos afirmam comprar com maior frequência quando os pagamentos são percecionados como simples, enquanto 48% dizem gastar mais no checkout quando o processo é rápido e sem atritos. Em sentido inverso, metade dos consumidores refere abandonar o carrinho de compras quando encontra fricção no pagamento.

 

A NMI indica ainda que experiências de checkout sem atritos, associadas a incentivos como programas de fidelização, cashback ou benefícios de “buy now, pay later”, levam 52% dos inquiridos a comprar com mais frequência. Entre a Geração Z, essa percentagem sobe para 72%, enquanto entre adultos com filhos até aos 25 anos atinge 67%.

O checkout com um clique surge como uma das funcionalidades mais valorizadas neste contexto. Segundo o estudo, 52% dos inquiridos preferem um checkout online seguro com um clique a uma interação presencial com um operador de caixa. Entre os pais com rotinas mais exigentes, essa preferência sobe para 61%.

 

Segundo Peter Galvin, Chief Growth Officer da NMI, “este estudo confirma que os pagamentos sem fricção aumentam as taxas de conversão, elevam o valor médio das encomendas e reforçam a fidelização”.

O estudo mostra também diferenças em termos de gerações nas preferências de pagamento. Entre a Geração Z, 29% preferem carteiras digitais tanto em compras em loja como online. Entre os millennials, essa percentagem é de 18%, baixando para 5% na Geração X e para 2% entre os baby boomers.

 

O cartão de débito mantém-se igualmente como opção relevante. No total, 44% dos inquiridos dizem procurar pagar com cartão de débito para evitar acumular um saldo elevado no cartão de crédito. Essa percentagem sobe para 47% entre os millennials e para 51% na Geração Z. Entre os baby boomers, o valor é de 31%.

O numerário continua, por sua vez, a ser usado por alguns consumidores mais jovens como forma de controlo orçamental. Entre os millennials, 13% dizem recorrer a dinheiro vivo para se manterem dentro do orçamento, enquanto entre a Geração Z essa percentagem é de 17%. Entre baby boomers e Geração X, o valor é de 9%.

 

A análise aborda ainda a forma como os pagamentos digitais estão a influenciar a perceção dos consumidores sobre o dinheiro. Um em cada cinco inquiridos afirma que os pagamentos digitais lhes deram mais ferramentas para acompanhar os gastos e reforçaram a sua consciência financeira.

Em contrapartida, 33% dizem que, apesar de valorizarem a conveniência, se sentem mais desligados das suas finanças e mais propensos a gastar em excesso.

A Geração Z surge como o grupo mais preocupado com este efeito. Segundo o estudo, 37% destes consumidores afirmam ter gasto mais no checkout sem se aperceberem, face a 22% do total dos inquiridos. Além disso, 29% dizem que os pagamentos sem fricção pioraram a sua perceção do dinheiro, ao tornarem a despesa menos tangível.

Peter Galvin refere que, à medida que o dinheiro se torna cada vez mais digital, estão a surgir duas tendências paralelas: para alguns consumidores, as ferramentas digitais aumentam a visibilidade e o controlo; para outros, o checkout sem fricção elimina a hesitação que antes acompanhava o ato de gastar.

Segundo o responsável, a oportunidade para as fintech passa por integrar transparência, ferramentas financeiras e informação em tempo real diretamente na experiência de pagamento.

 

Não perca informação: Subscreva as nossas Newsletters

Subscrever