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Mais de 50 bancos aderem a novo sistema da Swift para pagamentos internacionais

Mais de 50 bancos aderem a novo sistema da Swift para pagamentos internacionais iStock

Mais de 50 bancos em todo o mundo aderiram ao novo sistema de pagamentos da Swift, uma estrutura criada para transformar os pagamentos internacionais de consumidores e pequenas empresas, com os primeiros avanços previstos já para 2026.

Segundo a organização, mais de 25 bancos comprometeram-se a processar pagamentos ao abrigo deste modelo até junho, abrangendo corredores de pagamento na Austrália, Bangladesh, Canadá, China, Alemanha, Índia, Paquistão, Espanha, Tailândia, Reino Unido e Estados Unidos.

 

A Swift sublinhou que esta nova estrutura permitirá oferecer aos clientes previsibilidade de custos, entrega do montante total, maior rapidez possível, incluindo liquidação instantânea quando disponível, e rastreabilidade completa nas transferências internacionais.

Entre os mercados de lançamento inicial, Bangladesh, China, Alemanha, Índia e Paquistão estão entre os dez principais países do mundo em receção de remessas. A expectativa é que venham a ser ativadas mais rotas de pagamento, alargando a transformação das transações transfronteiriças entre contas.

 

A Swift enquadra esta iniciativa na sua visão para melhorar os pagamentos internacionais, uma ambição que diz estar alinhada com o roteiro do G20 para a evolução dos pagamentos globais. Esse plano define metas até 2027 em áreas como velocidade, custo, transparência, escolha e acesso.

De acordo com a entidade, já houve progressos significativos: 75% das transações via Swift chegam atualmente ao banco de destino em menos de uma hora, superando a meta definida pelo G20.

 

Ainda assim, a organização reconhece que persistem desafios na consistência da experiência de pagamento, na promoção da inclusão financeira e na resolução dos atrasos que ocorrem entre a saída do pagamento da rede Swift e o momento em que este é finalmente creditado ao cliente.

A empresa explicou que, embora as transações dentro da própria rede Swift possam acontecer em segundos, cerca de 80% do tempo médio de uma operação é gasto na chamada “última milha”, ou seja, no período entre a chegada do pagamento à instituição financeira beneficiária e o respetivo crédito na conta final. Entre os fatores apontados para estes atrasos estão regulamentações nacionais, práticas dos mercados locais e limitações nas infraestruturas bancárias e de mercado domésticas.

 

“A comunidade financeira fez progressos coletivos significativos para melhorar a velocidade e a transparência dos pagamentos internacionais, mas ainda há margem para avançar”, afirmou Nasir Ahmed, responsável pelo esquema de pagamentos da Swift.

E continua: “todos devem poder realizar transações internacionais rapidamente, com a certeza de que o montante total chegará ao destinatário e de que as comissões serão acessíveis e fixas desde o início. É isso que a nossa comunidade está a tornar possível com esta iniciativa”.

A Swift referiu ainda que esta nova estrutura é uma das duas frentes da sua estratégia de inovação para permitir transações internacionais rápidas e sem fricção, independentemente do tipo de valor em causa.

A outra passa pela integração de um livro-razão partilhado com base em blockchain na sua infraestrutura, inicialmente direcionado para viabilizar pagamentos internacionais em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Segundo a entidade, este sistema deverá facilitar a movimentação segura e escalável de valor tokenizado regulado através da sua rede, que liga 11.500 bancos e instituições financeiras em mais de 200 países e territórios.

Entre os mais de 50 bancos que apoiam a iniciativa estão instituições como o Banco Santander, BBVA, BNP Paribas, CaixaBank, Citi, Deutsche Bank, HDFC Bank, ICBC, Itaú Unibanco, JP Morgan Chase, Lloyds Bank, NatWest, Standard Chartered, UBS e Westpac, entre outros. A Swift sublinha que os prazos de adoção variam de banco para banco.

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