Consumo

Confiança dos consumidores recupera parcialmente

Confiança_Consumidor_INE

Em junho, o Indicador de Confiança dos Consumidores (ICC) continuou a recuperar parcialmente, após ter apresentado em abril a maior redução face ao mês anterior e o valor mínimo desde maio de 2013, mostram os dados do Instituo Nacional de Estatística (INE).

O indicador de clima económico aumentou em maio e junho, sobretudo no último mês, após ter atingindo em abril o valor mínimo da série. Os indicadores de confiança recuperaram em todos os setores, com destaque para a Indústria Transformadora, que registou o maior aumento da série, depois de ter registado o mínimo da série no mês anterior. Na Construção e Obras Públicas e no Comércio, os indicadores recuperaram parcialmente em maio e junho. O indicador de confiança nos Serviços aumentou em junho, após ter apresentado no mês anterior o valor mais baixo da série.

O indicador de confiança do Comércio aumentou em maio e junho, após ter diminuído de forma expressiva em abril quando atingiu o mínimo da série. As componentes deste indicador evidenciaram evoluções distintas, com as perspetivas de atividade da empresa nos próximos três meses a recuperarem totalmente do mínimo histórico da série observado em abril, tendo as apreciações relativas ao volume de stocks apresentado também um contributo positivo, mas de menor magnitude. Em sentido contrário, as opiniões sobre o volume de vendas prolongaram em junho o forte agravamento, atingindo um novo mínimo da série. Por subsector, o indicador de confiança aumentou de forma mais acentuada no “Comércio por Grosso” que no “Comércio a Retalho”.

O aumento do ICC, em junho, resultou do contributo positivo de todas as componentes, perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da condição financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes, bem como das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar.

O indicador de confiança da Indústria Transformadora aumentou em junho, registando o maior aumento da série, após ter diminuído entre fevereiro e maio, tendo atingindo o mínimo histórico da série na sequência da queda abrupta registada em abril. O aumento do indicador refletiu os contributos positivos de todas as componentes, saldo das apreciações relativas à evolução da procura global, opiniões sobre os stocks de produtos acabados e perspetivas de produção da empresa, mais intenso no último caso. O indicador aumentou expressivamente no agrupamento de “Bens Intermédios”, registando o maior aumento da série, após ter atingido o mínimo da série em maio. Nos restantes agrupamentos, “Bens de Consumo” e “Bens de Investimento”, o indicador recuperou em maio e junho.