De acordo com o Diário Económico, fontes próximas do processo revelaram que a proposta que parece atrair mais apoios foi apresentada pela Damm, atualmente o principal acionista da Pescanova e pelos fundos Luxempart e KKR, que tem posições no capital empresa.
As mesmas fontes indicaram que a oferta da Damm prevê a injeção de 250 milhões de euros, pressupondo o controlo de 51% da empresa, por parte de um consórcio liderado pelo presidente da Damm, Demetrio Carceller, em conjunto com os fundos Luxempart, KKR e Ergon Capital Partners. A proposta da Damm pretende um corte de 80% no passivo de mais de 3 600 milhões de euros o que implicaria perdoar 2 900 milhões de euros.
A decisão será tomada pelos quatro conselheiros independentes e pela Deloitte, empresa responsável pela administração na fase de pré-concurso de credores, deixando de fora os representantes da Damm e os fundos.
Em 2011 a Pescanova declarou perdas de 260,1 milhões de euros e um património líquido de 790,7 milhões de euros.

