Consumo

Natal representa aumento de 15% do gasto por ato de compra

10 tendências de consumo para 2019

A época do Natal é o período mais importante do ano para as vendas de Bens de Grande Consumo (BGC), que atingem o seu pico na semana anterior ao Natal.

De acordo com os dados divulgados pela Nielsen, empresa de estudos de mercado, nesta altura do ano verifica-se um aumento do valor gasto por ato de compra (+15%), apesar de o número de visitas às lojas se manter estável face ao resto do ano. O mês de dezembro regista mais promoções do que os restantes (51% no Natal versus 47% na média no ano), apesar de o impacto promocional já ser muito elevado no mercado nacional.

Natal verifica aumento de 15% do gasto por ato de compra

Os lares com maior expressão para o consumo natalício correspondem a lares de perfil mais sénior, já sem filhos a seu cargo, mas que, por norma, acolhem as respetivas famílias em celebrações de Natal – o que demonstra a importância de uma tradição de convívio para estes segmentos de consumidores.

Uma das categorias que mais se destaca nas vendas durante este período são os bombons. É durante este período que se concentram cerca de 61% das vendas totais de bombons do ano.

Muitos dos presentes de natais relacionados com categorias alimentares, bebidas e toilette, continuam a ser comprados em hiper e supermercados, tal como é visível pela relevância das compras de bombons, figuras de chocolate, águas-de-colónia, licores e outras bebidas e bolachas sortidas.

O grande destaque dos bombons vai para as caixas, normalmente alusivas ao período de Natal. Em 2018, durante este período, estas embalagens representaram mais de 90% do total de vendas de bombons. Já as latas não conseguiram manter a sua importância face ao ano anterior, o que coincide com as significativas subidas do preço médio destas embalagens.

O bacalhau, produto associado à tradição gastronómica portuguesa, apresenta um consumo relevante durante todo o ano. Mesmo assim, o bacalhau seco faz parte do Top 15 das categorias com maior importância no Natal.

O consumo de bacalhau apresenta uma distinção entre perfis de consumidores associados a diferentes estilos de vida, níveis de rendimentos e contexto geográfico. Em Lisboa e no Porto, entre consumidores de classes sociais mais elevadas e em lares com crianças, evidencia-se o consumo de bacalhau congelado, justificado por um ritmo de vida mais acelerado, um preço mais elevado do produto e maior necessidade de soluções mais práticas. Enquanto que, em zonas rurais do país, em lares mais seniores e entre os consumidores de classes sociais mais baixas, o bacalhau seco ainda é predominante.

O consumo de bacalhau seco e congelado apresenta também diferentes comportamentos de compra. O primeiro exige uma compra mais planeada, dada a necessidade de maior preparação, assim, o bacalhau seco começa a aumentar as suas vendas cerca de um mês antes do Natal, tendência para a qual também contribuem as promoções existentes nesta altura. As vendas de bacalhau seco atingem o seu pico em meados de dezembro. O bacalhau congelado é um produto mais relacionado com a conveniência e com uma compra menos planeada, pelo que o maior número de vendas é atingido numa data mais próxima do Natal.

Fim de ano também representa aumento no consumo

O final do ano e a noite de passagem de ano também representam um aumento no consumo, particularmente alimentar e de bebidas.

O Top 15 dos produtos mais relevantes na passagem de ano é liderado pelo Marisco Fresco e pelo Vinho Espumante. Destacando-se também outros produtos como as bebidas alcoólicas, os bolos, os patés, as tostas e os frutos secos, entre outros.

Segundo Marta Teotónio Pereira, client consultant senior da Nielsen, “as duas celebrações que marcam o final do ano continuam a ter uma considerável importância e o esforço demonstrado para ter momentos de convívio ajuda a impulsionar os gastos de consumo que verificamos no mercado durante este período. A existência de produtos tradicionalmente consumidos nesta época faz com que, inevitavelmente, estes conquistem lugar à mesa e debaixo da árvore de Natal dos portugueses. O mês de dezembro é, assim, de ganhos significativos para marcas e retalhistas, num dos momentos-chave para o consumo no ano e que mais contribui para os resultados anuais de vendas no mercado nacional”.