O estudo “Future Value Chain 2022: Industry Initiatives Address Challenges of the Digital World and the Fight for Resources” é a mais recente edição de uma iniciativa que define um plano de ação para responder aos desafios colocados pelas duas “megatendências” identificadas.
O Programa Future Value Chain, focado na pesquisa e análise extensiva do setor, tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos sete anos. Mais de 200 executivos, pertencentes às empresas líderes de mercado da área do retalho e dos bens de consumo têm trabalhado em conjunto como parte do programa para se focarem em como, através de um conjunto de iniciativas colaborativas, a indústria pode continuar a oferecer benefícios aos consumidores.
“Identificámos as duas megatendências, o ‘Mundo Digital’ e a ‘Luta pelos Recursos’, como as mais prováveis a possuir o maior impacto nas indústrias de bens de consumo e de retalho nos próximos 5 a 20 anos. A digitalização está a transformar as vidas e os comportamentos de compra dos consumidores. Ao mesmo tempo, a procura global de recursos, como a alimentação, água e energia, está a aumentar rapidamente e tudo indica que, na próxima década, a procura irá superar a capacidade de oferta e de abastecimento,” afirma Thomas Storck, Co-Chair do Consumer Goods Forum Emerging Trends Steering Committee. “A indústria tem de trabalhar em conjunto para desenvolver metas concretas capazes de responderem a estas megatendências, e estabelecer um plano de ação que permita transformar a teoria em realidade”, conclui.
O exercício de colaboração com os executivos da indústria do retalho e dos bens de consumo conduziu à seleção de três iniciativas que respondem às “megatendências”do mundo digital e da luta pelos recursos: Protocolo de Compromisso com o Consumidor, que pretende abordar as alterações que forem sendo identificadas no comportamento do consumidor, Identificação dos Produtos de Próxima Geração, que tem como objetivo disponibilizar à indústria e ao consumidor informação rigorosa sobre os produtos, através da utilização dos novos recursos tecnológicos de identificação dos mesmos e, por fim, Coligação de Embalagens Sustentáveis, que visa criar uma coligação de empresas para trabalhar em parceria nos aspetos não-concorrenciais, tendo em vista melhorar a sustentabilidade das embalagens em todas as fases da cadeia de valor.

