A marca Princesa Amandine tem vindo a fortalecer a sua presença no mercado português e a conquistar uma notoriedade crescente entre os consumidores. O investimento contínuo em visibilidade, desde ações no ponto de venda até campanhas televisivas e digitais, tem vindo a revelar-se determinante para este fortalecimento da marca junto dos portugueses.
Segundo o mais recente estudo da marca sobre a sua notoriedade no mercado, esta evolução é confirmada pelos próprios consumidores, que reconheceram a qualidade da batata e referiram estarem dispostos a pagar um pouco mais por ela se isso significar mais qualidade.
Os resultados revelaram também tendências claras, como a procura por produtos frescos, diferenciados e com origem controlada, refletindo uma maior atenção à qualidade, à segurança alimentar e ao impacto ambiental, fatores que têm vindo a ganhar peso nas escolhas quotidianas dos consumidores.
Para percebermos melhor esta trajetória da marca, os objetivos futuros e a estratégia por detrás deste crescimento, a DISTRIBUIÇÃO HOJE conversou com Jean Michel Beranger, Diretor-Geral da Associação Ibérica Princesa Amandine, que nos revelou como pretendem transformar a intenção de compra em vendas efetivas, o que leva a marca a dar resposta às necessidades dos consumidores e onde querem estar em 2026.

Jean Michel Beranger, Diretor-Geral da Associação Ibérica Princesa Amandine
Até ao momento, como avaliam o desempenho geral da marca Princesa Amandine em 2025?
A marca Princesa Amandine tem apresentado um crescimento consistente e, neste último ano, com resultados muito positivos. O conhecimento do consumidor pela nossa batata é cada vez mais notório e, naturalmente, o facto deste produto ser muito utilizado na cozinha portuguesa é também uma alavanca para o nosso sucesso.
Os portugueses comem muita batata e usam-na na maior parte dos seus pratos. E uma das mais importantes características distintivas da Princesa Amandine é o facto de ser uma variedade de batata que está disponível durante todo o ano, com a mesma qualidade, sabor e textura.
De salientar que o envolvimento que temos tido com os retalhistas tem também ajudado ao reconhecimento da marca, as ações são pensadas ao pormenor, envolvendo as equipas de marketing e logística no ponto de venda. As mesmas são sustentadas pelo investimento que temos feito em publicidade, seja em televisão como redes sociais, assim como o envolvimento de opinion leaders.
Que principais aprendizagens retiram do comportamento dos consumidores este ano e de que forma vão influenciar a estratégia da marca?
O estudo envolveu 1.000 consumidores e a maioria dos portugueses afirmou ter um bom conhecimento das diferentes variedades e marcas de batata. De uma forma muito espontânea, foi a primeira marca reconhecida pelos produtores e a terceira pelo público em geral, sabendo que as duas primeiras são marcas dos retalhistas.
O estudo revelou uma forte intenção de compra da batata Princesa Amandine por parte dos consumidores (83,7%) que vem confirmar o forte posicionamento de marca e, o caminho é este, queremos manter-nos como uma referência de confiança para os portugueses.
Os nossos consumidores adoram batata e a forma destes a cozinharem está muito em linha com a forma como se deve cozinhar a batata Princesa Amandine, de maneira a potenciar as suas principais características.
Foi interessante analisar estes resultados, que nos dizem que os consumidores estão sensíveis ao preço e compreendem que estão a pagar pela qualidade inerente ao produto (66,7%). Assumindo mesmo que não se importam de pagar um pouco mais, se isso significar ter um produto de qualidade.

Quais são as metas para 2026 em termos de crescimento, distribuição e reforço de posicionamento?
Neste momento, o nosso principal objetivo passa por estar ainda em mais pontos de venda e mantemos o nosso foco nesse sentido. Queremos chegar a todos os retalhistas e que mais consumidores tenham conhecimento da nossa marca e da qualidade do nosso produto, pois, na verdade, quando conhecem este tipo de batata, Amandine, todos manifestam verdadeiro agrado e acabam por ficar fiéis à marca.
Mantemos o nosso posicionamento como uma marca de qualidade, reconhecida como tal e que quer ser encontrada em qualquer ponto de venda com promoções, campanhas e ofertas muito válidas para o cliente.
Iremos também reforçar a perceção global e fortalecer a mensagem de que a batata Amandine tem uma polpa firme e, mesmo depois de cozida, não se desfaz como outras.
Que tendências de consumo identificam como mais relevantes para o próximo ano e como a marca pretende responder a essas mudanças?
É percetível que há um crescente interesse dos consumidores portugueses por produtos diferenciados, frescos e com controlo de origem. Portugal, pela sua tradição culinária e pelo facto de utilizar muito a batata na cozinha, representa um ponto fundamental para a consolidação da marca.
As gamas que já comercializamos respondem às necessidades e tendências de consumo dos portugueses, temos o nosso produto estrela, as embalagens clássicas de 1,5kg, mas também a embalagem de 400g para micro-ondas, adequadas a refeições mais rápidas, que facilitam a utilização da batata no dia a dia do consumidor.
Os portugueses, procuram não só produtos de qualidade, como querem sempre aproveitar as melhores promoções e, por essa razão, queremos também proporcionar-lhes as melhores campanhas de marca. Ao longo do ano fazemos diversas ativações e promoções em ponto de venda, que muitas vezes resultam na oferta de produtos, parcerias com outras insígnias de relevo a nível gastronómico, de turismo ou lazer.
De que modo pretendem reforçar atributos como sustentabilidade, origem e qualidade no próximo ano?
Na Princesa Amandine trabalhamos em estreita colaboração com os agricultores, os centros de investigação e os distribuidores, porque acreditamos que a verdadeira inovação de um produto resulta de um trabalho conjunto com todos os elos da cadeia.
Estamos a trabalhar para otimizar rendimentos através de práticas agrícolas sustentáveis e inovadoras e o consumidor já vai tendo essa perceção. No estudo que acabámos de revelar, uma parte significativa dos participantes associa a nossa marca a atributos de sustentabilidade e origem nacional.
O nosso compromisso é continuar a acrescentar valor ao sector, apostando na inovação, na sustentabilidade e na colaboração com os produtores locais. Continuamos a procurar minimizar os gastos com o packaging e a procurar práticas agrícolas que reduzam o impacto ambiental, que otimizem a utilização dos recursos hídricos e melhorem a fertilidade dos solos.
Como pretendem manter a perceção de qualidade premium enquanto gerem a sensibilidade dos consumidores ao preço?
A nossa batata é extremamente boa e premium, mas não no sentido de ser uma batata exclusiva, para ser usada apenas em momentos especiais. A marca Princesa Amandine é uma batata de todos os dias, que nos acompanha numa salada fresca na primavera, numa sobremesa criativa do restaurante mais trendy da cidade, ou num guisado de frango cozinhado pela avó.
Apesar de quase 67% dos consumidores considerarem uma batata mais dispendiosa que outras, a sua qualidade de excelência é notória e, no estudo divulgado agora, essa mesma perceção de valor está associada aos atributos da marca.
O estudo revelou ainda uma forte intenção de compra, com praticamente 84% dos consumidores a afirmarem estar dispostos a comprar batata Princesa Amandine, confirmando o posicionamento consolidado da marca como uma referência de confiança no mercado nacional.

Que novos mercados internacionais estão atualmente a avaliar para expandir a marca?
A marca Princesa Amandine acaba mesmo agora de entrar no mercado belga. Ainda é muito cedo para fazer uma avaliação, pois ainda não temos três meses de mercado, mas estamos muito entusiasmados.
Abraçámos este desafio em conjunto com um parceiro de excelência, a cadeia alemã LIDL, que curiosamente tem sido o nosso primeiro cliente em quase todos os mercados e, tem-se revelado sempre um sucesso ao nível de vendas.
De acordo com o estudo, foi concluída uma forte intenção de compra (83,7%) por parte dos consumidores. Que passos estão previstos para transformar essa intenção em crescimento efetivo de vendas? E de que forma os resultados do estudo vão influenciar a definição de prioridades e a vossa estratégia nos próximos anos?
As perspetivas de crescimento são positivas, visto que estão a ser impulsionadas por uma maior presença no mercado e pela consolidação da marca junto dos consumidores.
A estratégica passa por manter o caminho que temos feito de forma gradual, desde que entrámos no mercado em 2020 e a forte intenção de compra é efetivamente um resultado muito positivo.
A Princesa Amandine foi a marca mais mencionada de forma espontânea e a nossa estratégia é chegar ainda a mais pontos de venda e realizar mais campanhas para os clientes. Queremos que esta “mancha rosa” da Princesa Amandine permaneça por onde se passa e seja ainda mais visível.
Queremos ainda negociar com os clientes uma exposição mais significativa, ter mais espaço e maior destaque, seja em ponto de venda, como nos folhetos promocionais e ativações de marca, ou até mesmo nas campanhas que os cartões de fidelização dos retalhistas oferecem.
Como interpretam o facto da marca ser reconhecida espontaneamente por 18,5% dos consumidores?
É fantástico, este valor significa que foi a primeira marca a ser reconhecida pelo consumidor. É o resultado de um caminho de sucesso que temos construído em Portugal, há sensivelmente cinco anos.
Temos um parceiro de excelência, e que está connosco desde a chegada da marca, a Campotec, onde as batatas são cultivadas e comercializadas para o mercado nacional. É também resultado de todo o trabalho que temos desenvolvido ao nível da comunicação e do marketing, das campanhas publicitárias e, naturalmente, a boa relação que mantemos com os nossos retalhistas, que tanto têm ajudado ao reconhecimento da marca.

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