Luís Valente, presidente do conselho de administração da Megafinance Partners (sociedade vocacionada para operações de resgate, reestruturação e recuperação de empresas), explicou ao Diário Económico que “o plano de viabilidade e recuperação da empresa passa pela tomada de 100% do capital, através de uma sociedade-veículo já constituída”.
Ainda de acordo com o mesmo, esta proposta vai ser apresentada na assembleia de credores, a 17 de julho, tendo sido já apresentada oficialmente ao juiz de direito e ao liquidatário judicial, Eusébio Gouveia.
Acrescenta ainda Luís Valente que “somos um parceiro de negócio não hostil e, por isso mesmo, estamos a desenvolver conversações com a família AC Santos, de quem temos a melhor impressão”.
O presidente da Megafinance adiantou que, do passivo, calcula-se um serviço da dívida entre 12 e 13 milhões de euros. Perante este cenário, garantiu que “temos capacidade económica e financeira para reestruturar o passivo, assim como para alavancarmos a marca AC Santos e a respetiva cadeia comercial, no âmbito de um projeto de marketing a ser implantado e desenvolvido em Lisboa, apoiado com um canal de TV com o qual estamos a dialogar”.
Luís Valente revelou ainda que é intenção da sociedade “perpetuar o nome AC Santos” por ser uma marca comercial de tradição e excelência no comércio da capital. Em relação aos 150 trabalhadores ainda pertencentes aos quadros das 12 lojas em funcionamento, Luís Valente assume “a manutenção dos postos de trabalho, assim como dos estabelecimentos que se encontram abertos ao público”.
Questionado sobre as mais-valias que a integração da AC Santos irá trazer ao negócio da empresa, Luís Valente destacou que o interesse em investir na cadeia de retalho deve-se “ao facto da Megafinance Partners, à data, participar no capital e na gestão de cinco grandes sociedades de panificação e pastelaria” pelo que os supermercados AC Santos enquadram-se num projeto a médio/longo prazo dos ativos que gere no âmbito do alimentar no mercado nacional.

