“Neste momento, o nosso setor, como todos os outros, está muito mal. Os consumidores não compram, o mercado não gira e estamos em sérias dificuldades. A continuar assim, poderemos perder mais de 30% das empresas durante este ano”, acrescenta aquele responsável, segundo o Diário de Notícias.
Só na última semana de janeiro, “as vendas caíram mesmo a um ponto muito mais atrás de 1980”, refere Carlos Santos, acrescentando que a este ritmo “vamos voltar a ver o que se via há 20 anos, que é toda a gente a cozer o seu pão, a utilizar as suas próprias casas para produzirem para eles e para os amigos”.
O Estado devia dialogar diretamente com as pequenas empresas e não através das grandes confederações, defendeu Carlos dos Santos, lembrando que a ACIP pediu uma audiência ao ministro da Economia, mas “ele tem coisas mais importantes”.
Segundo dados da ACIP, o setor é composto por nove mil empresas de panificação e pastelaria, com uma média de 8,6 funcionários e dois empresários por cada, gerando perto de 100 mil empregos diretos com um volume de negócios total que ultrapassa os cinco mil milhões de euros por ano.

