Durante os últimos dias o Bangladesh tem estado nas bocas do mundo por causa de uma crise política. A primeiro-ministro do país, Sheikh Hasina, abandonou o país depois de centenas de pessoas terem morrido nos protestos que pediam o seu afastamento.
Ora, com o país em estado de sítio, retalhistas de moda como a Zara ou H&M poderão sofrer atrasos no que são as suas encomendas. É que grande parte dos produtos vendidos nos mercados mundiais onde estas marcas estão presentes são, precisamente, produzidos no Bangladesh.
A Reuters noticia que várias fábricas de têxteis foram encerradas por tempo indeterminado, sendo que o país é o terceiro maior produtor mundial de roupas, depois da China e da União Europeia.
A H&M, que obtém as suas roupas de cerca de 10.000 fábricas no Bangladesh, disse estar “preocupada com os acontecimentos”. A Zara, por seu turno, tem 12 clusters de produção espalhados pelo mundo, onde 98% da sua produção é concentrada desde 2022, sendo que o Bangladesh é um desses clusters.

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