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Conheça a estratégia da Águas das Pedras para o Brasil (entrevista)

Está em marcha a aposta da Unicer de levar a Água das Pedras para o mercado brasileiro. A estratégia passa por apostar mais nas cidades do que propriamente na distribuição por todo o Brasil. Recentemente a marca centenária esteve presente na Expovinis Brasil, uma das principais feiras da América Latina, e desse evento saiu o interesse de outros países, como o Chile e a Argentina, de importarem o produto português. Em entrevista à DISTRIBUIÇÃO HOJE Bruno Albuquerque, diretor de marketing de águas e refrigerantes da Unicer, explica a estratégia da marca para as Américas.

Como correu a apresentação da Água das Pedras na ExpoVinis no Brasil?

A Expovinis Brasil é uma das principais feiras da América Latina e um dos dez eventos mais importantes do mundo para o sector. É portanto uma referência e uma excelente porta de entrada para as marcas que procuram estar presentes neste continente. Fazemos um balanço muito positivo da nossa presença na ExpoVinis. Foram três dias muito intensos, durante os quais promovemos várias atividades de marca, com a Água das Pedras a ter um excelente desempenho e a receber críticas muito positivas. Tivemos a oportunidade de contactar de perto com empresários e representantes do setor, com profissionais da restauração e de bares, com sommeliers e enólogos. Também com críticos gastronómicos, com a comunicação social – não só brasileira como dos quatro cantos do mundo – e com o público em geral. De notar que a ExpoVinis recebe mais de 19 mil visitantes, o que revela um elevado potencial de negócio.   Procuramos também capitalizar as potencialidades da Água das Pedras na ligação à gastronomia, a forma como realça o sabor dos alimentos e como acompanha as melhores refeições e os melhores vinhos.

 

A partir de quando é que as Pedras Salgadas irão estar disponíveis no mercado brasileiro?

A Água das Pedras foi agora apresentada oficialmente no Brasil e estará disponível muito brevemente em vários pontos de venda em São Paulo. Estamos com uma equipa dedicada para tornar cada vez mais visível a marca em vários estabelecimentos de referência, sempre associada ao universo gourmet e ao segmento premium. No Brasil, a nossa aposta passa por comercializar a Água das Pedras também no Rio de Janeiro. São ambas cidades muito cosmopolitas e pelos estudos que temos feito existe uma grande apetência por este tipo de produto, pelo que acreditamos que irão acolher muito bem a nossa marca.

 

Qual a estimativa de exportação de Pedras para o Brasil em 2012? E para o ano seguinte?

A exportação da marca Água das Pedras para o Brasil não visa um consumo massificado pelo que estaremos a falar de volumes adequados à estratégia que temos, de posicionar a marca no segmento premium, seja em restaurantes, hotéis e bares, sempre de categoria superior.

 

É uma situação que acontece já noutros países para onde exportamos a marca ou para os quais ambicionamos vir a exportar. Temos de ter sempre presente que a Água das Pedras é um recurso único e natural e por isso mesmo é limitado pelo que temos de gerir as fontes com grande sentido de responsabilidade para não colocarmos em causa a expansão deste bem tão precioso e que é tão apreciado por esse mundo fora.

Qual o investimento feito na “operação” Brasil?

 

Neste momento, o investimento da Unicer é maioritariamente canalizado para o estabelecimento de parcerias com distribuidores locais, pelo conhecimento natural e profundo que têm do mercado e do próprio consumidor.

Tal como o presidente da Unicer, António Pires de Lima, tem referido, o Brasil é um dos mercados mais protecionistas do mundo. Como têm contornado essa situação?

A Unicer é uma empresa portuguesa com grande vocação internacional. Neste momento, 30% da nossa faturação já decorre das nossas exportações e a nossa ambição é continuar a crescer no exterior. O que sentimos é que há excessivas barreiras burocráticas a condicionar a nossa vertente de importador para determinados países e que esta situação se reflete também no contributo que podemos dar à economia nacional. Um dos países em que tal acontece é, efetivamente, o Brasil. Tem sido um processo muito moroso pois, nesta altura, já poderíamos ter uma maior presença neste país. Apesar de tudo estamos a conseguir ultrapassar estas dificuldades mas sentimos que um maior esforço da diplomacia económica poderá trazer um novo impulso às exportações portuguesas para o Brasil.

Porquê terem escolhido a segmentação premium para as Pedras?

A Água das Pedras é uma marca portuguesa com 140 anos que tem apreciadores nos quatro cantos do mundo e a crítica nacional e estrangeira tem sido unânime em distingui-la pela pureza e pelo sabor único. Por isso, estamos a capitalizar esta associação, que é claramente valorizada, nos países onde estrategicamente procuramos comercializar a marca, posicionando-a no universo gourmet, seja em restaurantes, hotéis e bares de categoria superior, bem como em retalho de alta gama.

Que outros mercados – na América do Sul – estão a ponderar investir?

Para este ano, estamos focados na entrada da marca Água das Pedras no Brasil e também nos Estados Unidos da América para conseguirmos assegurar uma operação de sucesso, apesar de analisarmos todas as oportunidades de negócio que nos surgem. Um dos casos mais recentes foi a abordagem que tivemos por parte de um dos maiores exportadores de vinhos chilenos para representar Água das Pedras no Chile e Argentina.

Dado o carácter cosmopolita que se pretende para a marca, a nossa visão estratégica passa por olhar para as oportunidades no exterior que advêm do potencial das grandes cidades e não propriamente do país, seja no continente americano bem como a nível europeu.  

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