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Produção

Como se faz sentir a guerra na Ucrânia em Portugal: Produtores racionam, retalhistas também

Depois de enfrentarmos coletivamente uma pandemia global, o mundo está novamente a ser posto a teste. Desta vez, fruto do conflito geopolítico iniciado pela Rússia na Ucrânia, os combustíveis dispararam e há uma grande incerteza nos mercados quando ao futuro próximo.

Com apenas duas semanas de conflito já decorridas, ainda sem um acordo para cessar-fogo à vista, os impactos económicos e materiais da guerra já se fazem também sentir em Portugal. Se assistimos ao aumento ‘brutal’ do preço dos combustíveis e eletricidade, agora também alguns outros produtos estão em risco de sofrer escaladas de preços.

 

Em declarações ao jornal Expresso, Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP, avisa esta semana que será possível assistir a um aumento brutal dos preços em prateleira, sendo que, segundo o mesmo, já há racionamento a ser ponderado entre produtores.

“Estamos numa situação de emergência alimentar como não me lembro de se ter vivido”, começa por afirmar, acrescentando: “Além de um aumento de preços, haverá carência de produtos, o que leva à especulação, que, por sua vez, leva a um novo aumento. É impossível saber até onde vai chegar a escalada.”

 

Porém, este não é o único ‘aviso’ deixado pelo responsável da CAP. Segundo Oliveira e Sousa, “O stock de alguns produtos, como a farinha para massas, é tão reduzido que daqui a um ou dois meses podemos ter de fazer racionamentos como aconteceu nos anos 70”.

Retalhistas também ‘apertam o cinto’

Esta semana foi igualmente noticiado pela imprensa nacional que algumas cadeias de retalho alimentar estavam já a racionar a venda de alguns produtos. De acordo com uma notícia publicada pelo Jornal de Notícias, entre outras empresas, a retalhista espanhola Mercadona estaria já a fazer gestão de stocks.

 

Como pôde confirmar a DISTRIBUIÇÂO HOJE junto de fonte oficial, na cadeia de supermercados de origem espanhola, a cada cliente, já só é permitida, em Portugal, a venda de 3 Litros de óleo de girassol.

Com grande parte da produção desta matéria concentrada na Ucrânia, com a instabilidade vivida na região, a decisão segue o caminho já iniciado no país vizinho na passada semana, quando já havia, em várias lojas de diversas cadeias, uma imposição de limite de venda destes produtos por cliente.

 

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