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Estudos

Apenas 22% das portuguesas sente que o talento feminino é reconhecido

talento no feminino

Apenas 22% das mulheres portuguesas (duas em cada dez) sente que o talento feminino é reconhecido em Portugal, sendo que a maioria acredita que esse reconhecimento é mais evidente no âmbito familiar. Estas são algumas das conclusões de um estudo realizado pela Activia em parceria com a Marktest e a Oficina da Psicologia para analisar como se sentem as mulheres portuguesas em relação ao seu próprio talento.

O estudo, cujos resultados foram agora divulgados, confirma que o talento feminino é uma evidência na sociedade portuguesa e identifica as barreiras internas e socioculturais, bem como os estereótipos implementados, que atuam como obstáculo ao desenvolvimento das mulheres, do seu talento e das suas capacidades, no nosso país.

Sobre a perceção da existência de talento entre as mulheres, 99% das mulheres portuguesas consideram que sentirem-se bem, em sintonia consigo mesmas, é importante para desenvolverem o seu talento. 8 em cada 10 mulheres (83%) consideram-se com potencial, mas apenas 22% admite que o talento feminino é de facto, reconhecido em Portugal.

Pra além disso, os resultados mostram que o reconhecimento do talento é mais evidente no âmbito familiar, como mãe, sendo, em oposição, o reconhecimento no trabalho das esferas onde o mesmo é menos reconhecido: em média, apenas 8,4% das mulheres admite a sua existência.

Segundo Filipa Jardim Silva, psicóloga da Oficina da Psicologia “é nos seus papéis familiares que as mulheres portuguesas se sentem mais realizadas: como mães, cônjuges, filhas, etc. E muito menos como um elemento contributivo na sociedade e como profissionais – ainda que estejamos avançados no século XXI e na equiparação dos géneros. E não pensemos que é um tema de gerações, em que as mais novas se sintam bem nos seus vários papéis, já que é na geração dos 51 a 64 anos que mais mulheres se sentem realizadas como profissionais. Mas quanto a reconhecimento, esta faixa etária sente-se muito pouco reconhecida como cônjuge, profissional, amiga e elemento da sua comunidade”.

Entre os obstáculos de desenvolvimento do talento entre as mulheres, o estudo destaca a discriminação e os preconceitos implementados culturalmente na sociedade, em relação às mulheres (69,4%), o menor número de oportunidades (58,5%) e os critérios de sucesso maioritariamente masculinos (56,2%). Ainda assim, 91% das inquiridas concorda que todas as mulheres podem melhorar as suas competências, despoletando o seu talento, se investirem esforços para isso.

 “A grande maioria das mulheres portuguesas reconhece em si, e nas mulheres em geral, talento e potencial, mas não acha que o talento das mulheres seja reconhecido em Portugal. Para a maioria das inquiridas, as mulheres são maioritariamente valorizadas como mães e fica para trás toda a riqueza dos seus outros múltiplos papéis”, refere Filipa Jardim Silva. “A grande maioria das mulheres inclui nas suas maiores aptidões/talentos aspetos da sua personalidade e aspetos do âmbito emocional (como a tolerância, empatia, etc.) e da esfera intelectual. Um pouco mais para trás ficam as aptidões relacionais e as profissionais. Talvez por sentirem que este também é o aspeto menos valorizado em si pela sociedade”, acrescenta Filipa Jardim Silva.

Os resultados agora divulgados pretendem enquadrar as inteções da marca Activia para reconhecer e promover o talento das mulheres. Nesse sentido, a marca vai lançar uma campanha, batizada de “Viver Insync”, que pretende inspirar as mulheres a sentirem-se bem consigo próprias de forma a atingirem o seu máximo potencial.

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