Para vencerem na era digital os bancos deverão ter a capacidade de delinearem estratégias eficazes e fortes que lhes permitam conduzir os seus processos de mudança. No estudo “As fintech e a evolução do mercado”, a Accenture deixa um conjunto de recomendações ao setor financeiro tradicional para que não perca terreno competitivo para as novas e mais ágeis instituições.
Nesse sentido, a Accenture recomenda que a curto prazo os bancos comecem a procurar formas concretas para melhorar os seus modelos de negócio, investindo em tecnologias que sejam facilmente utilizadas por outros setores. Um programa de multi-investimento digital, tendo por base as necessidades dos clientes deverá também ser uma prioridade. Os bancos devem estar mais próximos da vida digital dos seus clientes, incorporando no núcleo da sua estratégia corporativa um pensamento centrado no cliente, juntamente com as competências certas em todos os níveis da organização.
A banca terá de pensar também como expandir a sua rede para desenvolver um ecossistema de serviços focado nos clientes. Terá de desafiar os seus próprios modelos de negócio, tornar-se mais relevante para os clientes e ter acesso a fontes de rendimento maiores e de longo prazo. A análise dos possíveis cenários e a gestão dos riscos de execução podem parecer um desafio, mas a Accenture considera que a onda de inovação disruptiva num prazo de cinca anos será vista como um catalisador de “serviços bancários mais seguros, transparentes, eficientes e abertos aos consumidores, empresas e outros protagonistas do mercado”. E garante que os players do sector que conseguirem avaliar, adaptar e adotar as novas tecnologias mais rapidamente estarão “melhor posicionados” para alcançar a posição desejada na nova estrutura do mercado, promovendo uma relação de colaboração com as fintech que dinamize não só a inovação das instituições, mas também de produtos e serviços disponibilizados aos clientes.

