Economia

Confiança dos consumidores e clima económico em queda

Confiança_Consumidor_INE

O indicador de confiança dos consumidores diminuiu entre dezembro e março, de forma significativa no último mês, interrompendo o perfil ascendente iniciado em abril e atingindo o valor mínimo desde dezembro de 2016, indicam os mais recente dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Não considerando médias móveis de três meses, os resultados apurados para o mês de março revelam uma redução significativa deste indicador face ao mês anterior, que constitui a maior redução mensal desde setembro de 2012.

O indicador de clima económico diminuiu, por sua vez, de forma significativa em março, após ter estabilizado no mês anterior, retrocedendo para valores próximos dos observados no final de 2016. Esta redução teve uma magnitude semelhante à verificada em abril de 2011.

Nos últimos dois meses, os indicadores de confiança diminuíram na Indústria Transformadora, no Comércio e nos Serviços, tendo aumentado na Construção e Obras Públicas. Não considerando médias móveis de três meses, todos os indicadores de confiança diminuíram relativamente a fevereiro.

Confiança dos consumidores cai para mínimos de 2016
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu nos últimos quatro meses, de forma mais significativa em março, contrariando o perfil ascendente iniciado em abril e atingindo o valor mínimo desde dezembro de 2016. A evolução do indicador no último mês resultou sobretudo do contributo negativo das expectativas relativas à evolução futura da situação económica do país, e, em menor grau, das restantes componentes, perspetivas relativas à evolução da realização de compras importantes e opiniões e expectativas sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar.

O indicador de confiança do comércio diminuiu em fevereiro e março, depois de ter aumentado no mês anterior. Esta evolução refletiu o contributo negativo do saldo das perspetivas de atividade, tendo as opiniões sobre o volume de vendas estabilizado e as apreciações relativas ao volume de stocks contribuído positivamente.

O saldo das perspetivas de atividade diminuiu em março de forma acentuada, após ter estabilizado no mês de fevereiro, atingindo o valor mais baixo desde fevereiro de 2015.

No mês de referência, registou-se uma diminuição na maioria das variáveis do Comércio por Grosso e do Comércio a Retalho. No Comércio por Grosso, as apreciações sobre o volume de vendas, as perspetivas de atividade, as perspetivas de encomendas a fornecedores e as opiniões sobre a evolução passada e futura de preços de venda agravaram-se, enquanto as apreciações sobre o volume de stocks e as perspetivas de emprego recuperaram. No Comércio a Retalho, registou-se um aumento no saldo das opiniões sobre o volume de vendas e uma diminuição no saldo das opiniões das restantes variáveis.

No que toca à Indústria Transformadora, o indicador de confiança do INE diminuiu em fevereiro e março, após ter aumentado ligeiramente em dezembro e janeiro e atingindo o valor mais baixo desde junho de 2014. A evolução do indicador deveu-se ao contributo negativo do saldo das perspetivas de produção e das apreciações sobre a evolução da procura global, mais intenso no primeiro caso, tendo as apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados contribuído positivamente.