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Economia

Quase metade dos portugueses recorreram aos pagamentos fracionados em 2021

Os pagamentos fracionados são uma tendência em crescimento. Segundo o Barómetro Europeu das Melhores Práticas de Compra da Oney, no ano passado, 42% dos portugueses recorreram aos pagamentos fracionados.

O estudo realizado em parceria com a Harris Interactive revelou ainda que, entre França, Portugal e Espanha, são os portugueses os mais pessimistas em relação aos efeitos da inflação e foram os que mais utilizaram os pagamentos fracionados em 2021.

 

No início deste ano, os consumidores dos três países inquiridos partilham uma opinião semelhante: o seu poder de compra não irá aumentar este ano. De facto, mais de um terço (38%) pensa que será “mais fraco” do que no ano passado. No entanto, dos três países em análise, são os portugueses os que menos expressam este sentimento (apenas 32%), enquanto 37% dos espanhóis e 44% dos franceses fazem esta leitura da sua realidade.

Relativamente às despesas, 44% dos consumidores dos três países definem-se a si próprios como “parcimoniosos” na hora de gastar. Em geral, 92% dizem que irão procurar mais descontos e promoções, enquanto 87% planeiam cortar nos gastos supérfluos. Portugal segue a linha europeia, com uma percentagem de 94% e 93%, respetivamente.

 

Quase três quartos (73%) dos inquiridos receiam que a parte do seu orçamento alocada às despesas com bens de consumo aumente nos próximos meses, face à guerra. O número cresce para 84% entre os portugueses.

Embora 75% dos inquiridos nos três países afirmem ter estado mais atentos à orçamentação durante os últimos 12 meses, 40% continua a admitir que enfrenta regularmente situações de conta a descoberto no final do mês, 12% dos quais todos os meses, na sua maioria por um montante igual ou inferior a 200 euros

 

O pagamento em prestações está também a tornar-se uma forma popular de melhor controlar o orçamento para 42% dos consumidores nos três países: 49% em França, 42% em Espanha e 36% em Portugal. Além disso, 78% afirmam que utilizam pagamentos fracionados para evitar a utilização das suas poupanças e 75% para evitar situações de descoberto. Por último, o estudo confirma que os consumidores são atraídos pela facilidade de utilização de pagamentos fracionados: 55% utilizam-nos para evitar contrair um empréstimo.