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Primeira loja Hó Tapioca abre em Lisboa

Primeira loja Hó Tapioca abre em Lisboa
Trazer o sabor tradicional da tapioca para Portugal foi o objetivo da marca líder brasileira «Tapioca da Terrinha». Disponível há um ano em grandes superfícies nacionais, através de pacotes de meio quilo, a aposta atual passa pela abertura de pontos de venda. À primeira loja, juntar-se-ão outras, em várias cidades portuguesas.

Foi no passado dia 15 de julho que a tapioca chegou aos Armazéns do Chiado. A marca «Hó Tapioca» estreava assim a sua primeira loja em Portugal, depois de um ano de experiência em Portugal, com os pacotes de gama pronta «Tapioca da Terrinha», disponível nas grandes superfícies do país.

Numa altura em que os consumidores optam pela Tapioca como estratégia para uma alimentação mais saudável, foi a vez de um centro comercial disponibilizar uma ementa construída especificamente para os portugueses.

«A Hó Tapioca surgiu da parceria da fábrica brasileira “Da Terrinha” e uma empresa brasileira ligada à área alimentar mas também à gestão de equipamentos desportivos no Brasil, a “Foot Fame”. A última operou nos Jogos Olímpicos realizados no Rio de Janeiro no ano passado através de um conceito completamente diferente», explica Ângelo Neto, gerente da «Hó Tapioca», em Portugal.

E o que levou a esta aposta específica no ponto de venda? O gerente garante que o mercado começou a aceitar muito bem o produto, o que justificou a criação desta espécie de sub-projeto. «O primeiro ano foi uma agradável surpresa que superou inclusive as exportações no Brasil e nos EUA. Os próprios clientes já solicitavam a abertura de lojas próprias.»

Os números e os factos sustentam o sucesso. Angel Gonzalez, importador da Visália Market, a empresa importadora dos pacotes de tapioca no nosso país, mas também em Espanha, Polónia, Alemanha, Suíça, Itália e EUA, diz-nos que são importados 88.800 pacotes de meio quilo de tapioca por mês. «Cada contentor leva a cada país 44.400 unidades de 500 mg. Por norma, temos dois contentores ao mês. Não esperávamos que praticamente todas as grandes superfícies estivessem a comprar este produto em apenas um ano», garante. No momento, a empresa está em fase de negociação com uma insígnia que ainda não comercializa o produto, estando também a ser estudada a hipótese de exportar para França. Outra novidade recente é a exportação de embalagens de um quilo, que satisfazem as necessidades de alguns clientes e insígnias específicas.

Tapioca com bacalhau? Sim, é possível!

Para os amantes de tapioca e aqueles que ainda não conhecem bem o produto, a variedade da ementa pode ser uma mais valia. «A nossa preocupação foi exatamente adaptar as receitas ao paladar português. Não adianta trazer um conceito novo para um país com o paladar típico de outros países onde a tapioca já é tradicionalmente consumida, como no Brasil, ou nos países africanos», explica Ângelo Neto.

Com a colaboração de dois Chefs, Vicente Neto e Giovanni Ferreira, as receitas foram testadas durante alguns meses até chegar à ementa que é hoje disponibilizada na primeira loja, no Chiado. «Temos desde bacalhau com coentrada até doce de pera bêbeda com vinho do Porto e chocolate branco. Mas também tapioca de requeijão com mel; com presunto e rúcula, e outras variedades», acrescenta o gerente.

Primeira loja Hó Tapioca abre em Lisboa

Todos os meses, a ementa convencional trará uma novidade. À data de fecho desta edição, a novidade seguinte seria a tapioca de vitelão estufado com queijo Philadelphia. «Queremos que o cliente tenha várias opções e consiga substituir uma refeição normal, no que respeita aos valores energéticos, através das nossas receitas.»

Após alguns meses de testes das receitas que constituem hoje a ementa disponibilizada em loja, a primeira experimentação por parte dos consumidores portugueses aconteceu na Alimentaria, em junho deste ano, e no concerto Nos Alive, no mês seguinte. «Iremos associar-nos a outros eventos, como por exemplo, congressos médicos.» Ângelo Neto garante que o background adquirido nas Olimpíadas do Rio de Janeiro tem sido fundamental para a presença em eventos variados agora em Portugal. «Foi esta experiência que nos permitiu consolidar a sociedade com a fábrica e lançar este projeto em Portugal.» O facto de os pais serem portugueses também influenciou a aposta neste país.

A participação no Nos Alive foi importante para avaliar a recetividade dos consumidores e para traçar uma espécie de perfil dos mesmos. «Tivemos um quiosque no festival, mais simples do que este, em termos de construção, e estávamos até um pouco afastados dos palcos principais e mesmo da zona de restauração, mas foi muito positivo pois conseguimos vender aproximadamente 800 tapiocas por dia. Foi gratificante perceber que alguns clientes que experimentaram no primeiro dia de festival, gostaram, e regressaram nos dias seguintes, desde jovens preocupados com a alimentação saudável e a boa forma, até a pessoas mais velhas. Aqui no Chiado, temos sido surpreendidos com a aceitação do produto por parte das crianças.»

Novas lojas até ao final de 2018

A marca também estimula o consumo no lar através dos pacotes de gama pronta que são, segundo a gerência, diferenciadores. «A marca é líder no Brasil e em Portugal, precisamente porque esta gama não necessita de água nem de peneirar. Este é um produto único no mercado, não tem conservantes, não tem sódio, e depois de aberto, basta colocar na frigideira e a tapioca fica pronta em apenas dois minutos. Estas características distinguem a nossa marca de outras», foca Ângelo Neto.

Desde que foi iniciada a aposta em Portugal, houve um investimento de «200 mil euros, e foram criados sete postos de trabalho fixos. A estes, acrescem mais 20 que trabalham em associação ao nosso distribuidor, tendo o total apoio da fábrica brasileira em Portugal, que tem uma área de 5000 metros e área produtiva com mais de 300 colaboradores.»

Gilson Santos, representante direto do fabricante «Da Terrinha», garantiu à DISTRIBUIÇÃO HOJE, que está a ser estudada «a possibilidade de abrir uma fábrica em Portugal.»

O primeiro passo foi assim dado numa estrutura que é «complexa», conforme explica Ângelo Neto. Até ao final deste ano, está prevista a nova abertura de mais lojas em Portugal. A próxima ainda será inaugurada em Lisboa, em data a anunciar, e numa localização ainda em estudo. Mas até ao final do ano, estão previstas novas aberturas.

«A previsão é a de termos dez novas lojas até ao final de 2018, na margem sul do Tejo, no Porto, em Coimbra e no Algarve. Também equacionamos o sistema de franchising», explica o responsável.

No que respeita a perspetivas de faturação, para este quiosque em particular, é de «30 a 40 mil euros por mês.» Outras novidades estão a ser encaminhadas, como por exemplo, o lançamento do pão de queijo Tapioca, com as mesmas características e «100% saudável.» Ângelo Neto pretende ainda desenvolver algo que no Brasil já é prática comum: «Existem muitas padarias do Brasil que já utilizam a tapioca em substituição do trigo por ser mais saudável. Queremos desenvolver esta ideia também em Portugal para que os fabricantes de pão portugueses comecem a colocar esta realidade em prática», conclui.

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