A Hapag-Lloyd estima que o transporte marítimo global poderá demorar entre seis a oito semanas a regressar à normalidade após uma eventual estabilização da situação no Médio Oriente, numa altura em que as disrupções na região continuam a afetar as cadeias logísticas.
De acordo com a transportadora alemã, mesmo com um abrandamento das tensões, a recuperação não será imediata, devido aos impactos acumulados nas rotas, nos horários e na disponibilidade de capacidade. A empresa sublinha que os desvios de navios e o congestionamento portuário criaram efeitos em cadeia que exigirão várias semanas para serem absorvidos.
A crise na região levou várias companhias a evitar rotas críticas, nomeadamente no Mar Vermelho, optando por trajetos alternativos mais longos, o que aumentou os tempos de trânsito e pressionou os custos operacionais.
A Hapag-Lloyd indica que a normalização dependerá diretamente da estabilidade geopolítica e da reabertura segura das principais rotas marítimas. Até lá, a volatilidade deverá manter-se, com impacto nos prazos de entrega e na fiabilidade das cadeias de abastecimento.
O grupo acrescenta que continua a monitorizar a situação e a ajustar a sua operação em função da evolução no terreno, num contexto em que os operadores logísticos enfrentam níveis elevados de incerteza.
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