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Sustentabilidade

Re-commerce representará 14% do e-commerce europeu em 2026

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O mercado europeu de re-commerce entrou definitivamente na fase de maturidade. A quinta edição do “Top 100 Cross-Border Sustainable Marketplaces Europe”, divulgada pela Cross-Border Commerce Europe (CBCommerce), confirma aquilo que já se sente no terreno: a revenda online deixou de ser nicho e tornou-se um dos motores centrais do e-commerce europeu.

Entre 2024 e 2025, o Gross Merchandise Volume (GMV) do re-commerce cresceu 18%, atingindo 121 mil milhões de euros. Os marketplaces dominam claramente este segmento, concentrando 74% do GMV, o equivalente a 90 mil milhões de euros. No comércio eletrónico transfronteiriço em geral, a sua quota é ligeiramente inferior (70%), o que demonstra o papel particularmente crítico destas plataformas na economia circular.

As projeções apontam para que, em 2026, o re-commerce represente 14% de todo o GMV online na Europa, consolidando-se como um pilar estrutural do setor.

Os números confirmam uma mudança clara de comportamento: 85% dos consumidores europeus compram ou vendem regularmente produtos em segunda mão. Moda, beleza e eletrónica de consumo são os setores mais dinâmicos, com o re-commerce a representar 7,4% a 7,8% do mercado de moda e beleza em 2026, face a 6,9% em 2025.

Plataformas como Back Market, Etsy, Refurbed e OLX estão a investir fortemente em IA, personalização, realidade aumentada e logística inteligente, tornando a experiência de revenda mais simples, segura e eficiente.

Para Carine Moitier, fundadora da CBCommerce.eu, “os marketplaces de re-commerce já não se limitam a responder à procura por conveniência; estão a liderar uma transformação estrutural do e-commerce europeu, alinhada com o Green Deal e com modelos tecnológicos avançados”.

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