Se é o formato, se é a calendarização, se são os preços praticados pela organização, se é a ameaça do SISAB, poucos apontaram um caminho certo, a única certeza é mesmo que há algo a mudar para que a Alimentaria volte a ser uma feira um pouco mais próxima do que acontecia em edições passadas e não corra o risco de desaparecer.
Contudo, muitas das empresas que contactei indicaram terem feito contactos muito profícuos durante os quatro dias de feira e que serão, certamente, garantia de negócios e vendas. Desde a pequena/média empresa que está em fase de crescimento e que aproveitou a Alimentaria para fechar negócios e garantir mais crescimento, à líder de mercado na área de produtos congelados que apesar de indicar não fazer negócios em feiras há muitos anos, não vai deixar de marcar presença nas próximas edições por respeito ao setor.
Resumindo, parece que existiu, nesta edição, alguma regressão – no bom sentido – à forma de fazer negócios em feira, parece-me, pelo que ouvi de alguns expositores que o negócio ganhou efectivamente importância durante os contactos concretizados e não foi uma feira de “passeio”.
Certo é que, com mais ou menos gente a passear nos corredores, com menos expositores do que em anos anteriores, a Alimentaria tem de rever a sua estratégia. Foi talvez a última feira da “normalidade” e em que algumas empresas tentaram disfarçar a crise. Daqui a dois anos será tudo diferente! Pior ou melhor depende muito da estratégia dos organizadores.

