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Retalho

E-commerce: Mercado ibérico deverá atingir 125 mil milhões de euros este ano

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O comércio eletrónico na Península Ibérica prepara-se para entrar em 2025 com um peso económico sem precedentes. A digitalização do consumo, a consolidação dos hábitos de compra adquiridos nos últimos anos e a entrada de novos públicos — com destaque para a Geração Z — estão a redesenhar o mercado, ampliando a sua escala e complexidade.

A 10.ª edição do CTT E-Commerce Report mostra que o setor não só mantém o ritmo de crescimento, como reforça a sua relevância no quotidiano dos consumidores e na estratégia das marcas. As previsões apontam para um mercado que deverá ultrapassar os 125 mil milhões de euros no próximo ano, impulsionado por mais compradores, maior frequência de compra e uma oferta digital cada vez mais abrangente. O relatório confirma uma transição estrutural: o e-commerce deixa de ser complementar para se assumir como um eixo central do retalho ibérico.

Moda e Eletrónica continuam no topo

As categorias de Moda e Eletrónica seguem como líderes nas compras online. Em Espanha, o maior salto foi registado nos Produtos Alimentares vendidos por supermercados online (+6,1pp face a 2023). Em Portugal, quase todas as categorias cresceram, com destaque para Utensílios para o Lar (+5,8pp).

Em 2024, o volume transacionado online já tinha ultrapassado os 110,4 mil milhões de euros, espelhando a vitalidade de um mercado que segue em expansão contínua nos dois países.

Mais de 33 milhões de compradores online

O número de compradores digitais continua a aumentar. Em 2024, Portugal atingiu 5,27 milhões de e-buyers (+2,1%). Espanha chegou aos 27,8 milhões (+6%), acrescentando 2,6 milhões de novos consumidores num único ano.
O gasto médio anual espanhol permanece superior ao português, mas Portugal cresce mais rapidamente (6% contra 4%).

A frequência de compra subiu 11,2% entre os portugueses. Em Espanha, o aumento resulta da entrada de novos compradores e da maior atividade dos já existentes.

Sustentabilidade torna-se critério de decisão

Mais de 50% dos e-buyers ibéricos afirma estar disponível para esperar alguns dias adicionais pela encomenda se tal reduzir o impacto ambiental.
Em Portugal, 59,6% concordam totalmente; em Espanha, o valor alcança 63%.

Lockers e pontos alternativos reforçam posição

O relatório confirma o avanço das entregas Out of Home, ainda que o domicílio mantenha a preferência da maioria (68,4%). A utilização de lockers cresce de forma expressiva:

  • Em Portugal, a preferência por cacifos aumentou 5,7pp, posicionando esta opção como a terceira mais escolhida.

  • Em Espanha, as preferências permaneceram estáveis, mas com tendência de diversificação.

A satisfação com as entregas subiu em Portugal e desceu ligeiramente em Espanha. A liberdade de escolha, a rapidez e a possibilidade de tracking continuam a definir a experiência.

Geração Z acelera o C2C

O mercado de segunda mão ganha escala e identidade própria, sobretudo no segmento C2C:

  • 54,9% dos vendedores da Geração Z esperam aumentar vendas de artigos usados.

  • 44% dos e-buyers portugueses e 40,6% dos espanhóis já compram usados e planeiam comprar mais.

  • Entre quem compra, cerca de 44% em Portugal e 43% em Espanha também vende.

  • Plataformas líderes: Vinted em Portugal; Wallapop em Espanha.

O que esperar de 2025

A Geração Z assume um papel central na transformação do consumo digital, revelando maior recetividade a práticas sustentáveis, entregas rápidas, soluções Out of Home e modelos alternativos de compra.

Mais de metade dos e-buyers de Portugal e Espanha prevê aumentar as compras online em 2025.

Portugal destaca-se pela valorização de rapidez:

  • 10,5% da Geração Z prefere entrega no próprio dia.

  • 13,6% valoriza entregas em duas horas.

A entrega ao domicílio deverá perder algum peso, acompanhada por maior adoção de lockers e pontos de recolha.

Espanha regista uma diminuição ligeira da procura por Same Day, exceto entre a Geração Z, e observa maior abertura a entregas em cacifos, lojas parceiras e no local de trabalho.

Para acesso ao relatório na íntegra, clicar aqui.

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