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APED contesta relatório da PARCA

APED critica aprovação da taxa de saúde e segurança alimentar

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) já contestou os resultados do 1º Relatório da Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA). Em comunicado, citado pela Lusa, indica que “numa comparação entre os preços dos bens alimentares no produtor, na indústria e no consumidor, verifica-se que o setor da distribuição absorveu parte do impacto do aumento dos preços, tendo sido a indústria a que mais aumentou os preços de venda, com maior apropriação de valor na cadeia alimentar”.

A APED indica ainda que  o setor da Distribuição “tem sido a grande aliada dos consumidores, servindo de almofada no aumento dos preços dos bens alimentares, devido à subida das matérias-primas e custos de contexto».

A APED lamentou as incorreções contidas no relatório, nomeadamente de metodologia. “O documento não consegue ilustrar com transparência a criação de valor ao longo da cadeia, uma vez que só analisa custos de produção no setor da agricultura e ignora os custos da indústria e da distribuição”.

Ainda segundo a APED, o relatório “faz ainda uma utilização errada e descontextualizada de um relatório da Autoridade da Concorrência, sobretudo porque não se encontra qualquer relação na análise efetuada com o texto desse mesmo relatório, em que se destaca que os preços pagos pelo consumidor contribuíram substancialmente para a estabilidade da inflação”.

 

A APED lamenta o facto deste relatório não ter sido “analisado previamente com todos os parceiros com assento na PARCA que se disponibilizaram para dar contributos para a elaboração do mesmo, tal como estava acordado com o próprio Governo, e considera que o mesmo fica muito aquém da necessária transparência relativa à criação de valor nesta cadeia”.


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