E para definir a estratégia de marketing mais adequada ao shooper de hoje, é preciso antes de mais conhecê-lo. Um estudo da Metris/GFK procurou caracterizar o comportamento do “consumidor da crise”.
Crise que se traduz numa histórica redução de confiança, mais acentuada no nosso país mas generalizada à União Europeia, apenas com exceção da Alemanha. O que se traduz num “receio exacerbado em relação ao futuro” e numa “menor disposição para comprar”, como explicaram Carmen Castro e Jorge Carlos, ambos Account Managers da Metris/GFK.
Se confiamos cada vez menos, continuamos a confiar. Em primeiro lugar na família, seguindo-se os amigos e, em terceiro lugar, nos meios de comunicação. As marcas surgem no 7º lugar no ranking da confiança dos portugueses e, em termos setoriais, a liderança pertence à indústria farmacêutica, seguida do setor de alimentação e bebidas. A distribuição ocupa o 7º lugar.
Mas nem só de crise se faz a vida de um consumidor e, de uma forma geral, três conceitos distinguem o consumidor atual: homecentric, neofrugalista e digital native. As experiências de prazer estão cada vez associadas à casa, onde se passa cada vez mais tempo. A preocupação com a saúde e a poupança ditam um consumo mais selecionado.
Já a disseminação das novas tecnologias são indissociáveis das compras online, mas não só: o consumidor é cada vez mais um buzzer que usa as redes sociais, e em especial o Facebook, para falar sobre as marcas, informar sobre elas e convencer os amigos sobre as suas preferências de consumo.

