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Produção

Comerciantes de vinhos pedem medidas “concretas e urgentes” ao Governo

Comerciantes de vinhos pedem medidas "concretas e urgentes” ao Governo

A Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas (ANCEVE) pediu medidas “concretas e urgentes” ao Governo face ao aumento continuado dos preços das matérias-primas, dos materiais de engarrafamento, dos transportes e dos custos em geral. De acordo com a associação, estes aumentos estão a levar inúmeros pequenos e médios produtores, que constituem o grosso do tecido empresarial da fileira vitivinícola, “à beira da falência”.

“A fileira vê com tristeza que o Ministério da Agricultura, que deveria facilitar e apoiar o desenvolvimento do sector, é hoje uma estrutura fragilizada (que perdeu para outros Ministérios pilares históricos, tradicionais e fundamentais da sua actuação), excessivamente burocratizada, despojada de estratégia e sem rumo”, destaca a associação, em comunicado.

 

No seu entender, o organismo “deveria ter força para impedir as cativações financeiras que vêm retirando muitos milhões de euros dos cofres do IVV e do IVDP, dinheiro do setor que deveria ser investido na promoção internacional dos vinhos de Portugal”.

Relativamente às medidas que pede ao Governo estas são:

  1. Apoio à tesouraria, sem juros, para que adegas cooperativas e compradores de uva possam pagar aos vitivinicultores as uvas logo após a vindima e devolver o apoio ao longo de 2023;
  2. Um reforço do apoio no preço dos combustíveis;
  3. Apoio ao investimento em barricas / tonéis de madeira para estágio de vinho (em 2021 existiu um apoio para inox);
  4. Vidro – apoio para a “stockagem” de garrafas, a enquadrar legalmente, em diálogo com a União Europeia;
  5. Criação de uma linha específica para pequenas / médias empresas, “com candidaturas muito simples e apoios forfetários” à imagem do Vitis, para realização de ações de promoção a partir de janeiro de 2023, medida a enquadrar legalmente, também em diálogo com a União Europeia.