Até muito recentemente, as preocupações com o comércio eletrónico giravam em torno das questões da confiança e das barreiras ao consumidor, atualmente as empresas estão focadas em proporcionar a melhor experiência de compra e em garantir rapidez nas entregas.
O estudo da NielsenIQ revela que esta evolução acontece a diferentes velocidades:
- É na Ásia que acontecem mais de 50% de todas as vendas globais do e-commerce, em mercados como a China, Coreia do Sul e Japão. Apesar de serem os jovens os principais impulsionadores, hoje em toda a Ásia, são gerações mais velhas a garantir este crescimento.
- Arábia Saudita e Emiratos Árabes também refletem o ritmo de crescimento do e-commerce, que particamente duplicou em ambos os países em 2021, comparativamente a 2020.
- Os EUA estão entre os cinco principais países em que mais é usado o comércio eletrónico e na América Latina globalmente as vendas online de bens de consumo aumentaram 35,4% em 2021.
- É no Reino Unido que o e-commerce é mais maduro, Espanha e Itália estão entre os que mais crescem na Europa Ocidental
Online, é o canal de conveniência
O e-commerce digitalizou o mundo e transcende fronteiras e distâncias. Os shoppers online têm acesso fácil, rápido e igual a todas as mercadorias, e têm a liberdade de navegar sem problemas entre amplas opções de plataformas, produtos, preços, pagamentos e opções de entrega. Mesmo as barreiras significativas das compras online – tempo e custo de entrega – são cada vez mais ultrapassadas, com opções de entrega melhoradas e rápidas.
Nos países desenvolvidos, a entrega no mesmo dia tornou-se uma expectativa realista dos consumidores e as entregas sem custos adicionais têm impulsionado as compras em muitos dos mercados.
O sucesso dos negócios e-commerce dependem da capacidade de ir ao encontro daquilo que os consumidores valorizam hoje, o que não é igual ao que valorizavam tempos antes e o desafio está em acompanhar e responder a esta dinâmica que acontece a grande velocidade. É preciso conhecer os dados, demografia, comportamentos e preferências e interpretar aquilo que os consumidores querem, afinal o online é o canal de conveniência.

