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Tecnologia

‘Governance’ torna-se fator crítico na adoção de IA nos pagamentos

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A utilização de inteligência artificial (IA) no setor dos pagamentos está a acelerar, mas a capacidade de governance destas tecnologias surge como fator determinante para a sua adoção sustentável.

De acordo com a análise do eBook  “AI Runs Payments. Governance Decides What Happens Next”, da PYMNTS Intelligence, a IA já está integrada em múltiplas áreas, desde a deteção de fraude e gestão de risco até à personalização de ofertas e apoio à conformidade, influenciando decisões em tempo real ao longo de todo o ciclo de pagamento.

 

No entanto, o foco está a deslocar-se da implementação para governance dos sistemas. A questão central passa a ser quem é responsável pelas decisões tomadas pela IA, como essas decisões são monitorizadas e o que acontece quando os sistemas operam mais rapidamente do que a capacidade de explicação das organizações.

Segundo a análise, o desafio é particularmente relevante num setor onde a tecnologia atua diretamente em fluxos reais de transações, processos de onboarding, verificação de identidade e interações com clientes. Neste contexto, falhas nos modelos ou na sua supervisão podem ter impacto imediato e à escala.

 

A análise aponta ainda para lacunas na responsabilidade interna, com governance frequentemente fragmentada entre equipas de produto, engenharia, compliance e operações, sem uma visão integrada sobre o impacto final das decisões automatizadas.

Outro fator de complexidade resulta da dependência de fornecedores externos, incluindo modelos, dados e plataformas, obrigando as empresas a gerir não apenas o que desenvolvem internamente, mas também os sistemas de terceiros que utilizam.

 

Apesar da pressão para acelerar a adoção de IA, o relatório destaca que a velocidade sem estrutura pode aumentar custos e riscos. A implementação eficaz depende da criação de bases de dados sólidas, mecanismos de supervisão, auditoria e intervenção humana.

De acordo com o relatório, neste enquadramento, governance deixa de ser um processo pontual para assumir um papel estrutural nas operações. A capacidade de garantir transparência, responsabilidade e controlo será determinante para que as empresas consigam escalar o uso de IA com confiança e responder às exigências de reguladores e parceiros.

 

O relatório enaltece ainda que a evolução da IA nos pagamentos deverá, assim, depender menos da rapidez de adoção e mais da robustez dos modelos de governance implementados pelas organizações.

 

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