Exportações

Exportações mundiais chegam perto dos 20 biliões USD em 2018

Exportações nacionais voltam a crescer em agosto

Em 2017, o comércio mundial de mercadorias retomou um crescimento substancial, após dois anos de declínio, revelando a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (United Nations Conference on Trade and Development, ou UNCTAD) no seu 2018 UNCTAD Handbook of Statistics, que as exportações somaram 17,7 biliões de dólares, correspondendo a um aumento de 10% em relação a 2016.

De acordo com as estatísticas, em 2018, as exportações estão prestes a atingir um recorde de 19,6 biliões de dólares.

A maioria das economias do mundo contribuiu para o aumento do comércio internacional de mercadorias, com exceção da Suíça-Liechtenstein, Luxemburgo, Jordânia, República Democrática Popular da Coreia e algumas economias africanas e de pequenas ilhas.

Entre as principais economias exportadoras, registraram-se, em 2017, aumentos particularmente fortes na República da Coreia (15,8%) e nos Países Baixos (14,1%). Os quatro maiores exportadores do mundo, China, Estados Unidos da América, Alemanha e Japão, todos registaram taxas de crescimento entre 6 e 9%.

As economias em transição registaram um aumento particularmente forte nas exportações (24%) e importações (21%). Nas economias em desenvolvimento, a ascensão do comércio mundial manifestou-se principalmente do lado das exportações; as exportações africanas aumentaram (16%) ao dobro da taxa de importações. Em contraste, nas economias em desenvolvimento da Ásia e Oceânia, as importações aumentaram mais rapidamente do que as exportações.

Já nas economias desenvolvidas, as exportações e importações aumentaram moderadamente, a rondar os 9%.

Os maiores fluxos de comércio de mercadorias bilaterais aconteceram entre a China e os Estados Unidos da América e entre as respetivas economias vizinhas. Em 2017, os EUA importaram da China bens no valor de 526 mil milhões de dólares, enquanto na direção oposta viajaram bens no valor de 154 mil milhões de dólares.

Já o comércio entre a China e a Região Administrativa Especial de Hong Kong, Japão, Taiwan, Província da China e a República da Coreia totalizaram 1,1 biliões de dólares. De igual valor foi o comércio entre os Estados Unidos e o México e Canadá, ou seja, um bilião de dólares.

A nível continental, o comércio intrarregional mais pronunciado registou-se na Europa. Segundo dados da UNCTAD, em 2017, 68% de todas as exportações europeias foram exportadas para parceiros comerciais no mesmo continente. Na Ásia, essa taxa foi de 59%, enquanto na Oceânia, América Latina e Caribe, África e América do Norte, a maior parte do comércio foi extrarregional.

Em 2017, do total de 17,7 biliões de dólares do comércio global de mercadorias, 6,3 biliões foram trocados entre economias desenvolvidas (comércio Norte-Norte), enquanto o comércio entre economias em desenvolvimento e em transição (comércio Sul-Sul) não atingiu os 5 biliões de dólares. Os restantes 6,3 biliões de dólares foram compostos por exportações de economias desenvolvidos para economias em desenvolvimento e na direção oposta (Norte-Sul, e comércio Sul-Norte). Assim, para as economias desenvolvidas, o comércio com os países em desenvolvimento foi tão importante quanto o comércio com os países desenvolvidos.

Relativamente a Portugal, os dados mostram importações no valor de quase 80 mil milhões de dólares, enquanto as exportações foi pouco mais de 62 mil milhões de dólares.