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“Prevê-se um aumento de 3.6% de compradores online até 2021”

Comprar online nunca foi tão fácil. Com as atualizações nas tecnologias do setor do Retalho, nomeadamente ao nível das apps para dispositivos móveis, as experiências de compra online melhoraram muito.

Relativamente a Portugal, o e-commerce tem vindo a aumentar nos últimos anos tem aumentado, representando neste momento um total de 8.6% das compras realizadas pelos compradores. Estes situam-se entre a faixa etária dos 25 aos 45 anos, 60% do género feminino e 40% do género masculino. Os produtos com maior volume de aquisição são acessórios de moda, contabilizando 49.6% das compras. A nível de vendas, de acordo com os dados da Statista, a Amazon é também líder no país, seguindo-se da Fnac, Worten, Zara, Gearbest, Laredoute, Continente e, por fim, Jumbo.

Estes números estão na linha do que se passa em toda a Europa. Segundo dados da CNMC (Comissão Nacional dos Mercados e da Competência), em 2018 foram alcançados 418 biliões de euros na faturação do comércio eletrónico na Europa. 70% da receita total da Europa está dividida por países como o Reino Unido, seguido da Alemanha, posteriormente França, depois Rússia e, por fim, Espanha, que aparece como a quinta força de e-commerce, de acordo com o European B2C Ecommerce Report.

Da mesma forma, o relatório reflete o aumento de 36 milhões de transações no último ano, sendo estas menos representativas para a faturação do que as restantes compras através do comércio eletrónico, onde se destacam áreas como lazer, transporte aéreo e hotelaria.

Enquanto o volume de negócio das compras com entrega associada se eleva a 13 biliões de euros, observa-se também uma ligeira diminuição pela primeira vez nos últimos anos. Apesar destes dados, prevê-se um aumento de 3.6% de compradores online até 2021.
No que diz respeito à faturação, empresas como Amazon, AliExpress, El Corte Inglés, Carrefour e Ikea estão no topo do ranking mundial. Dentro deste grupo, a Amazon alcançou os 4.530 milhões de euros e o AliExpress 1.363 milhões de euros.

Graças à era da digitalização, o comércio eletrónica continua a desenvolver-se em Portugal. Através desta atividade, as empresas oferecem aos clientes proximidade e imediatidade. Este avanço deve-se também ao crescimento da área do Marketing Digital, em que, pelo menos, 61% das pequenas e médias empresas são apoiadas por estes especialistas.

Atualmente, a Logística apresenta sete desafios que necessita superar: expectativa do consumidor, devolução e logística inversa, engarrafamento nas cidades, flutuação sazonal, adequação ao mercado de trabalho, rentabilidade e eficiência operacional e transformação digital. Perante estas adversidades, algumas das tendências passarão por soluções de entrega flexível, microhubs como novo modelo de distribuição urbana, veículos de energia alternativa, colaboração entre instituições público-privadas, tecnologias emergentes e formação 4.0.

O mais importante neste momento é ter uma visão 360º do setor, implementando estratégias de forma a melhorar a qualidade dos serviços.

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