As vendas da Jerónimo Martins cresceram 7,6% em 2025, atingindo os 35.991 milhões de euros, segundo dados preliminares comunicados na terça-feira passada, 13 de janeiro, pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
De acordo com os resultados, em termos like-for-like (LFL), que mede as vendas comparáveis, o crescimento foi de 2,5%.
Segundo o presidente do conselho de administração e CEO, Pedro Soares dos Santos, “em 2025, operando em contextos de consumo refreados e cada vez mais sensíveis ao preço, mantivemos as prioridades estratégicas que nos distinguem: liderança de preço, inovação constante no sortido e compromisso com a melhoria contínua da qualidade das nossas lojas”.
E continua: “os consumidores responderam positivamente e registámos um sólido desempenho de vendas, com todas as insígnias do Grupo a entregarem crescimento em volume”.
O responsável do grupo avançou ainda que “o sólido trimestre de vendas com que fechámos 2025 permite-nos encarar o novo ano com confiança, pese embora o clima de incerteza geopolítica que continua a influenciar o sentimento das famílias”.
No quarto trimestre, as vendas cresceram 8,7%, para 9,5 mil milhões de euros, com um desempenho like-for-like (LFL) de 3%.
Em Portugal, a empresa frisou que “os consumidores continuaram
muito focados nas oportunidades de preço e promoções”, com o Pingo Doce, que assinalou 45 anos, a aumentar as vendas em 5,3%, para 5,3 mil milhões de euros, ou 4% em termos like-for-like (LFL), excluindo combustível.
Já o Recheio, cadeia de cash & carry, aumentou as vendas em 3%, para 1,4 mil milhões de euros, com um crescimento like-for-like (LFL) igualmente de 3%.
Segundo a empresa, no conjunto, a operação portuguesa representou menos de um quinto das vendas do grupo.
Na Polónia, onde assinalou 30 anos de atividade, a Biedronka aumentou as vendas em 7,5%, para 25,3 mil milhões de euros. Já a Hebe registou vendas de 626 milhões de euros, um crescimento de 7,4% face a 2024.
Por fim, na Colômbia, as vendas da Ara totalizaram 3,2 mil milhões de euros, um crescimento de 13,2% face a 2024.
“Em termos de investimento na nossa infraestrutura, em 2025 mantivemos um ritmo exigente de expansão, superior a uma abertura de loja por dia, totalizando 448 novos pontos de venda, e remodelámos 282 localizações”, sublinhou Pedro Soares dos Santos, destacando ainda o início da internacionalização da Biedronka com a entrada na Eslováquia, onde a empresa abriu 15 lojas e um centro de distribuição
A Jerónimo Martins encerrou 2025 com uma rede de 6.469 lojas, das quais 3.882 eram Biedronka. Em Portugal, o grupo contava com 497 supermercados Pingo Doce e 43 unidades Recheio.

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