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Sustentabilidade

Desperdício alimentar: Agregados familiares são principal responsável

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Em 2023, Portugal desperdiçou 1,93 milhões de toneladas de alimentos, um aumento de 0,3% face ao ano anterior, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

O volume seria suficiente para encher mais de 750 estádios de futebol. Quase 67% desse desperdício acontece nos lares, evidenciando a urgência de promover hábitos de consumo mais conscientes.

 

Para assinalar o Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar (IDAFLW), celebrado a 29 de setembro, a Too Good To Go destaca que o problema está presente em todas as etapas da cadeia alimentar, da produção ao consumo.

Neste sentido, um estudo conduzido pela Too Good To Go identifica três pontos-chave em que o desperdício se concentra nas casas portuguesas: compras, armazenamento e confeção. Nas compras, 41% dos consumidores são atraídos por promoções e 29% por embalagens grandes, o que leva a levar mais produtos do que os necessários. A falta de planeamento agrava a situação: 22% não usam listas de compras e 31% compram por impulso.

 

No armazenamento, 61% dos inquiridos já tentam organizar os alimentos, mas muitos admitem desconhecer as melhores técnicas de conservação. Na confeção, 32% têm dificuldade em calcular porções e cerca de 30% não sabem aproveitar integralmente os alimentos.

A preocupação com o tema é, porém, transversal a toda a sociedade. 83% dos portugueses consideram o desperdício alimentar um problema sério e 90% apoiariam uma lei para o combater, à semelhança da aprovada em Espanha. A motivação é tanto económica como ambiental, com 93% a dizerem tentar evitar desperdício devido à subida dos preços e 80% reconhecem o impacto negativo no planeta.

 

Tiago Figueiredo, Interim Country Director da Too Good To Go em Portugal, reforça: “O desperdício alimentar é um desafio global, mas também uma oportunidade coletiva. Se famílias, empresas e governos atuarem em conjunto, podemos transformar excedentes em impacto positivo e construir um futuro mais sustentável.”

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