John Dalli, comissário europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, refere que “o facto de existirem menos produtos perigosos a entrar no mercado da UE é uma boa notícia para os consumidores”. Contudo permanece a necessidade de “dar resposta aos desafios decorrentes da globalização da cadeia de fornecimento e solucionar, à medida que vão surgindo, novos problemas de segurança de produtos”, acrescentou.
Em comunicado, a Comissão Europeia revela que o Rapex registou um desenvolvimento significativo desde 2004 (ano em que a diretiva relativa á segurança geral dos produtos foi transposta pelos Estados).
O relatório mostra que há uma melhor vigilância do mercado e aplicação da lei sobre segurança dos produtos, bem como uma maior atenção à qualidade e à utilidade das notificações.
Contudo, a China continua a ser o principal país objeto de notificações sobre produtos, com mais de metade das notificações Rapex, embora esse número tenha vindo a diminuir, passando de 58% em 2010 para 54% em 2011.
Os artigos de vestuário e os têxteis foram os produtos mais frequentemente notificados (423 notificações relativas a riscos de estrangulamento e irritação), seguidos dos brinquedos (324 notificações envolvendo essencialmente o risco de asfixia), dos veículos a motor (171 notificações devidas ao risco de ferimentos), dos eletrodomésticos (153 notificações devidas ao risco de choques elétricos) e dos cosméticos (104 notificações devidas a riscos químicos), que, na sua totalidade, foram responsáveis por 74% de todas as notificações relativas a produtos que comportam riscos graves em 2011.

