A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) fez saber através de comunicado, que «lamenta que a sua proposta para liberalização total do comércio aos domingos e feriados, que foi debatida no dia 25 de Setembro no plenário da Assembleia da República, tenha sido adiada pelo Grupo Parlamentar do PS, que pediu mais estudos sobre o tema, de acordo com uma orientação do Governo Socialista».
A APED que havia submetido há cerca de um ano, uma petição, que recolhia 250 mil assinaturas de consumidores e defendia o fim das limitações legais ao horário de funcionamento das grandes superfícies, esperava que o debate sobre esta assunto permitisse chegar, definitivamente a uma decisão.
Com a manutenção da actual proibição de abertura à tarde das grandes superfícies (lojas com mais de 2.000 metros quadrados de área), tem um custo para o país de «2.500 milhões de euros, pelo crescimento do PIB que não é gerado», segundo a associação.
De facto, «esta falta de coragem política», como a APED a classifica, tem «custos para o País» e, de acordo com um estudo da Roland Berger sobre este tema, vai contra também a vontade dos consumidores, uma vez que, de acordo com os autores do estudo, dois terços dos Portugueses são a favor da liberalização dos horários das grandes superfícies, por conveniência e flexibilidade de opções para fazerem as suas compras.
Já um estudo da Universidade Católica, também citado no comunicado, confirma que 66% dos consumidores apoia a liberalização completa, sendo esta tendência reforçada para 77% entre os solteiros e em 80%, para a população com idades entre os 18 aos 34 anos.
Conclui a APED dizendo que «a alteração da actual legislação teria um impacto directo na economia nacional na ordem dos 2.500 milhões de euros, até 2017. Uma previsão baseada nas estimativas de investimentos em diversos (350M€), criação de emprego directo (500 M€) e indirecto (150 M€), e ainda nas receitas fiscais, que poderão somar mais 1.600 milhões de euros, nos primeiros dez anos».

