Vinhos

Importações chinesas de vinho caem mais de 30%

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De acordo com os números mais recentes, a quantidade total de bebidas alcoólicas importadas pela China caiu 29,07%, em volume, e 31,4%, em valor, com as importações de vinho a descerem mais de 30% em valor e volume.

Segundo dados divulgados pela Associação Chinesa de Importação e Exportação de Álcool (CAWS), de janeiro a maio de 2020, o mercado de álcool importado continuou a ser pressionado e a quebra foi acelerada pela pandemia.

O volume total de bebidas alcoólicas importadas pela China foi de 480 milhões de litros, uma queda de 29,07% em relação ao ano anterior, com a descida acumulada, com volume a ascender a cerca de 2% superior ao registado de janeiro a abril. Já o valor total das importações foi de 1,34 mil milhões de dólares (cerca de 1,2 mil milhões de euros), uma quebra de 31,4% em relação ao ano anterior, com a descida acumulada, em valor, a aumentar quase 4% de janeiro a abril.

Entre as principais categorias, o volume e o valor do vinho importado caíram mais de 30%; a cerveja importada caiu mais de 20% e as bebidas espirituosas caíram mais de 40% face ao ano anterior de 2019.

O volume total de vinho importado, nos primeiros cinco meses do ano, foi de 180 milhões de litros, no valor de 690 milhões de dólares, ou seja, quase 610 milhões de euros. O volume acumulado diminuiu mais de 30%, representando 51,1% da quantidade total de bebidas alcoólicas importadas. O vinho engarrafado representa 94,2% do total de importações de vinho, enquanto o vinho a granel possui uma participação de 5,8%.

De janeiro a maio, apenas a Argentina mostrou um aumento contínuo em volume e valor de importação. Os outros principais países dos quais a China importa vinho apresentaram uma tendência de queda. O volume e o valor do vinho australiano caíram de 2% a 4% de janeiro a abril, mas o país permaneceu no topo de importação, com 37,6% do total de vinhos importados. A quota de mercado da França também ficou estável durante o período e o país permanece 12% abaixo da Austrália. O Chile sofreu uma queda no volume acumulado e no valor acima de 40%, mas continua sendo o terceiro maior mercado de exportação. A quarta e quinta maiores quotas de mercado de janeiro a maio deste ano foram vinhos da Itália e da Espanha.

A tendência de expansão da Argentina deve-se principalmente ao recente crescimento exponencial do vinho a granel. A Nova Zelândia registou um declínio acumulado de 20% no volume e no valor de janeiro a abril, mas a quota de mercado subiu do 11.º para o 9.º lugar.