São cada vez mais os portugueses que navegam habitualmente na Internet. Segundo dados de um estudo da ACEPI -Associação da Economia Digital, esse valor era de “50% em 2010, tendo crescido para os 70% em 2015 e prevendo-se que venha a atingir os 90% em 2025”.
Alexandre Nilo da Fonseca, presidente da ACEPI, aproveitou a presença na segunda edição da conferência “Economia Digital e Direito” para dar a conhecer estes valores e recordar que, dos 70% registados em 2015, “30% faz uma utilização mais sofisticada da Internet”, comprando online, por exemplo, “enquanto 40% recorre à Web apenas para tirar partido de funcionalidades como o e-mail e as redes sociais”.
No que diz respeito ao comércio eletrónico, os dados apresentados por Alexandre Nilo da Fonseca apontam para 30% da população a fazer compras via Internet, um valor que “chegará aos 60% em 2025”.
Em termos de valores gastos, em 2015 chegou-se à casa dos 3.8 mil milhões de euros, prevendo-se que, em 2025, “se atinjam os 9 mil milhões de euros”. De referir que 50% das compras via Web são já feitas fora de Portugal e essencialmente em dois grandes mercados: os do Reino Unido e da China.
Em termos de produtos, a aquisição via Internet vai desde bens relacionados com moda, lar, turismo ou bilhética (seja transportes ou espetáculos) até aos habituais equipamentos tecnológicos e telemóveis.
O estudo da ACEPI aponta ainda para o facto de “a referência multibanco continuar a ser a forma de pagamento preferida dos portugueses que compram online”.

