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“Agent Pay? O objetivo é tornar a experiência de compra simples e conveniente, mantendo sempre o consumidor no centro e no controlo”

“Agent Pay? O objetivo é tornar a experiência de compra simples e conveniente, mantendo sempre o consumidor no centro e no controlo”

A Mastercard está a preparar a próxima fase do comércio digital com soluções que permitem a agentes de inteligência artificial apoiar e executar compras em nome dos consumidores, mantendo a autorização, a segurança e a responsabilização no centro da transação. Com o Agent Pay e o Verifiable Intent, desenvolvidos em parceria com a Google, a empresa quer criar uma camada adicional de confiança para pagamentos iniciados por IA, num contexto em que a automação, a tokenização e os pagamentos transfronteiriços deverão redefinir a relação entre consumidores, retalhistas e plataformas digitais. Entrevista com Paulo Raposo, diretor-geral da Mastercard em Portugal.

 

A Mastercard lançou o Agent Pay, que permite que agentes de IA façam compras em nome dos consumidores. Estamos realmente preparados para confiar a uma máquina a gestão das nossas decisões de compra e do nosso dinheiro? E quando algo corre mal numa transação realizada por um agente de IA, quem deve assumir a responsabilidade: o consumidor, a empresa de tecnologia ou o retalhista?
A confiança e a responsabilização são elementos fundamentais à medida que o comércio evolui. Quando algo corre mal numa transação, a responsabilidade não pode ser ambígua e resolver esta questão é uma prioridade para a próxima fase do comércio digital. É por isso que a Mastercard tem investido em soluções como o Agent Pay e o Verifiable Intent, anunciadas em parceria com a Google. Esta nova camada de segurança e confiança cria um registo verificável da autorização concedida pelo consumidor, permitindo confirmar se uma transação está alinhada com as instruções previamente definidas e atribuir responsabilidades de forma mais transparente, seja ao consumidor, ao fornecedor de tecnologia ou ao comerciante.
O objetivo é tornar a experiência de compra simples e conveniente, mantendo sempre o consumidor no centro e no controlo. Os agentes de IA podem ajudar a comparar opções, recomendar produtos ou concluir compras dentro dos parâmetros previamente definidos pelo utilizador. Para garantir que esta evolução acontece de forma segura, a Mastercard apoia-se numa infraestrutura robusta de prevenção de fraude, cibersegurança e proteção de dados. Tecnologias como a tokenização, a autenticação avançada e a biometria ajudam a garantir que os pagamentos iniciados por agentes permanecem protegidos, rastreáveis e resilientes à fraude. O desafio não passa apenas por automatizar os pagamentos, mas também por assegurar que a confiança cresce ao mesmo ritmo que a inovação em inteligência artificial.

A tokenização vai eliminar passwords e números de cartão até 2030. O que falta ainda para que isso seja uma realidade para todos os consumidores europeus?
Alcançar um futuro sem introdução manual de dados do cartão ou palavras-passe passa por ampliar a adoção destas soluções em todo o ecossistema.
A infraestrutura necessária já existe e a tokenização de pagamentos é amplamente utilizada em transações em toda a Europa, com a Mastercard a desempenhar um papel central na promoção da sua adoção. Atualmente, três em cada cinco transações de comércio eletrónico da Mastercard na Europa são tokenizadas, demonstrando que esta transformação está a acelerar rapidamente.
O próximo passo consiste em continuar a impulsionar a adoção em todo o ecossistema, entre bancos, comerciantes, fintechs e plataformas digitais, assegurando simultaneamente experiências integradas, consistentes e seguras em todos os mercados. Soluções como o Click to Pay, as carteiras digitais, a tokenização e as passkeys de pagamento serão essenciais para eliminar fricções e tornar os pagamentos online tão simples e seguros como um pagamento contactless numa loja física. Esta evolução já é visível, com um forte crescimento dos pagamentos digitais e móveis, posicionando o país de forma favorável para uma economia cada vez mais digital e menos dependente do numerário.
A Mastercard tem investido continuamente em tokenização, autenticação avançada, inteligência artificial e cibersegurança, com cerca de 11 mil milhões de dólares investidos em inovação em cibersegurança desde 2018, para tornar os pagamentos mais simples, seguros e fluidos.

Os pagamentos transfronteiriços vão ultrapassar os 250 biliões de dólares até 2027. Que oportunidades abre isso para o comércio português?
A meta prevista para o crescimento dos pagamentos transfronteiriços até 2027 abre um conjunto significativo de oportunidades para o comércio português, em especial para as PME.
À medida que estes fluxos se tornam mais rápidos e eficientes, torna-se mais simples para as empresas acederem a novos mercados, com menos fricção no processamento de pagamentos e maior rapidez na receção de fundos, o que contribui diretamente para acelerar os processos de internacionalização. Esta evolução também eleva o padrão da experiência de consumo, já que os clientes esperam pagamentos rápidos e seguros, independentemente da geografia. Como resultado, as empresas portuguesas têm vindo a ser incentivadas a adotar soluções digitais mais avançadas, o que reforça a sua competitividade num contexto cada vez mais exigente.
Portugal encontra-se bem posicionado para beneficiar desta dinâmica, sustentado pela crescente digitalização da economia, pela maturidade dos pagamentos digitais e pelo papel emergente de Lisboa como hub tecnológico europeu. Neste contexto, a Mastercard tem vindo a investir em infraestrutura de pagamentos, cibersegurança e inteligência artificial para tornar as transações internacionais mais rápidas, seguras e transparentes, disponibilizando também soluções de apoio à gestão e crescimento das PME, incluindo o Virtual C-Suite, uma plataforma de agentes de IA especializados em áreas como finanças, cibersegurança e crescimento, que apoia a tomada de decisão com base em dados.
No seu conjunto, estas dinâmicas reforçam a capacidade do comércio português, em particular as PME, de aproveitar o crescimento dos pagamentos transfronteiriços, facilitando a sua expansão para novos mercados e promovendo uma internacionalização mais eficiente e sustentada e a Mastercard faz parte disto.

 

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