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Retalho liderou investimento imobiliário em 2025, apontam previsões

Retalho liderou investimento imobiliário em 2025, apontam previsões iStock

O segmento do retalho liderou o investimento no mercado imobiliário em 2025, concentrando quase 30% do volume total, de acordo com as previsões da Dils para o fecho do ano.

Segundo a empresa, o segmento de retalho em Portugal apresenta elevados níveis de maturidade, refletidos num parque de centros comerciais de elevada qualidade e bom desempenho, o que tem contribuído para o regresso do setor ao radar dos investidores. Este interesse tem sido acompanhado por um forte foco na remodelação e expansão dos espaços, bem como numa gestão cuidada do mix de lojas e das experiências oferecidas aos consumidores.

 

Do mesmo modo, manteve-se a expansão dos retail parks em Portugal. Paralelamente, vários outros projetos encontram-se em desenvolvimento, a par da expansão do segmento dos supermercados, impulsionada por um forte plano de crescimento da Mercadona.

Comércio de rua
No comércio de rua, manteve-se o dinamismo da procura, embora condicionado pela escassez de oferta em zonas prime que responda aos requisitos mais exigentes dos retalhistas.

 

Ainda assim, 2025 ficou marcado pela abertura de marcas relevantes, como a Eleventy Milano, na Avenida da Liberdade, a Sephora, na Rua Augusta, e a Wells, Massimo Dutti e New Balance, no Chiado, em Lisboa, bem como a David Rosas, Pandora e a Primor, no Porto.

Industrial & logística
O mercado ocupacional de industrial e logística tem registado uma dinâmica assinalável, com níveis de ocupação flutuantes ao longo dos últimos cinco anos, resultado do desequilíbrio entre a oferta e a procura e das limitações impostas pela reduzida qualidade do stock existente. Neste contexto, prevê-se que o ano termine com uma área ocupada na ordem dos 550.000 m², abaixo dos quase 800.000 m² registados no ano passado, que foi um ano recorde, mas em linha com os níveis observados em 2021 e 2022.

 

Segundo a Dils, os novos projetos que chegam ao mercado têm registado níveis de ocupação muito positivos, por responderem às exigências técnicas e de ESG dos ocupantes, contrastando com a qualidade limitada do stock existente, o que evidencia um gap significativo entre ambos.

Além disso, tendo em conta as elevadas taxas de ocupação nos diferentes submercados, mantém-se muito ativa a tendência de pré-ocupação por parte dos inquilinos em projetos operacionalmente elegíveis.

 

As rendas têm-se mantido estáveis, embora com pressão para subida, impulsionada pela melhoria da qualidade do stock e pelos elevados níveis de ocupação.

De acordo com o comunicado de imprensa, as previsões apontam para um volume total de investimento superior a 2.700 milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 20% face a 2024. O investimento estrangeiro continua a ter um papel dominante, representando mais de 65% do volume total aplicado.

“Estes resultados preliminares de 2025 confirmam a solidez e a atratividade do mercado imobiliário português, que continua a captar investimento nacional e internacional de forma consistente. A diversidade de capital, com forte presença de investidores internacionais e uma participação ativa de players nacionais, reforça a maturidade e a resiliência do setor”, destacou Pedro Lancastre, CEO da Dils Portugal.

 

 

 

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