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Produtores de vinho europeus não querem que indicações geográficas sejam “sacrificadas” no acordo transatlântico

As negociações para o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) entre a União Europeia e os Estados Unidos da América continuam a decorrer, mas os produtores de vinho europeus estão preocupados com a aparente “falta de progresso” nas negociações para o setor do vinho. De acordo com o portal Agrodigital, a Assembleia das Regiões Europeias Vitícolas (AREV) não quer ver as indicações geográficas “sacrificadas” no protocolo.

A organização, que é constituída por um total de 70 regiões vitícolas europeias, lamenta que as indicações geográficas não tenham sido alvo de negociações neste tratado e refere que para o setor é importante não sacrificar as normas europeias já vigentes para o setor, porque são “mais ambiciosas e baseadas nas da OIV”.

Para a AREV, é fundamental que determinados pontos não sejam colocados em causa no acordo. Segundo a organização, os EUA devem renunciar a utilização, tanto no mercado interno como nos mercados para onde exporta, das 17 indicações geográficas europeias denominadas: Burgundy, Chablis, Champagne, Chianti, Claret, Haut-Sauterne, Hock, Madeira, Malaga, Marsala, Moselle, Porto, Retsina, Rhine, Sauterne, Jerez-Xérès-Sherry e Tokaj.

Para além disso, os produtores reclamam a renúncia pelos EUA das menções château, classic, clos, cream, crusted/crusting, fine, late bottled vintage, noble, ruby, superior, sur lie, tawny, vintage y vintage character, vendanges tardives e sélection de grains nobles.

Notícia publicada na revista VIDA RURAL