Um novo relatório da KPMG International revelou que a modernização dos sistemas de pagamentos será uma prioridade estratégica para instituições financeiras e empresas de retalho em todo o mundo em 2026, impulsionada sobretudo pelas expectativas dos clientes e pela necessidade de responder a um ambiente concorrencial e tecnológico em rápida evolução.
Com base numa investigação global realizada junto de 810 instituições financeiras e 690 retalhistas, o estudo concluiu que 93% das instituições financeiras e 87% dos retalhistas estão atualmente a modernizar a sua infraestrutura de pagamentos ou planeiam fazê-lo nos próximos seis a oito meses.
Assim, a transformação dos pagamentos, que engloba desde a adoção de novas tecnologias até à substituição de sistemas antigos, emerge como um dos principais vetores de competitividade para o futuro do comércio e das finanças.
O relatório identificou ainda que as expectativas dos clientes são o principal fator de motivação para a modernização dos meios de pagamento, refletindo a procura por experiências mais rápidas, seguras e convenientes.
Para as instituições financeiras, fatores regulamentares e a necessidade de atualizar sistemas pesam igualmente nas decisões de investimento. Já no sector do retalho, pressões competitivas e considerações de custos são citadas como estímulos-chave para a mudança.
A análise mostrou também que tanto bancos como retalhistas estão a comprometer recursos significativos com estes programas de modernização. As instituições financeiras planeiam, em média, investir cerca de 18 milhões de dólares e alocar 36 profissionais às suas iniciativas.
Já os retalhistas, por sua vez, esperam gastar cerca de 4,1 milhões de dólares e atribuir uma equipa média de 23 pessoas a estes projetos.
Os participantes no estudo concordam que a modernização dos pagamentos trará melhorias substanciais em várias frentes. Entre os benefícios mais citados estão:
- Melhoria da experiência do cliente, assinalada como o principal ganho esperado pelos retalhistas;
- Processamento mais rápido de transações;
- Poupanças de custos a longo prazo;
- Maior segurança e vantagem competitiva.
Apesar dos desafios associados à modernização, como custos de implementação e a complexidade de integrar novas plataformas em infraestruturas existentes, os executivos consultados veem estes projetos como um catalisador para o crescimento e inovação.
Entre as principais dificuldades, tanto instituições financeiras como retalhistas destacam o custo da implementação, a disrupção potencial nas operações existentes e a formação de equipas adequadas.
Para os bancos, integrações complexas em sistemas heterogéneos são um dos obstáculos mais citados, enquanto os retalhistas enfatizam a necessidade de treinar recursos para gerir a transição aos novos meios de pagamento.
Segundo os autores do relatório, a modernização dos pagamentos não é apenas uma resposta às exigências atuais do mercado, mas uma preparação para o futuro das transações financeiras e comerciais. As organizações que investirem e executarem com sucesso estas transformações estarão melhor posicionadas para responder às expectativas dos consumidores e manter competitividade num mercado cada vez mais digital e exigente.

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