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Retalho mantém resiliência apesar da queda de 28% no investimento imobiliário em 2025

Retalho mantém resiliência apesar da queda de 28% no investimento imobiliário em 2025 iStock

Em 2025, o investimento imobiliário no setor de retalho alcançou 838 milhões de euros, uma redução de 28% em relação a 2024. Apesar da queda nos volumes, o setor mantém a sua resiliência, impulsionado pela diversificação dos formatos de retalho e pelo bom desempenho dos ativos dominantes.

Segundo a Dils, o setor de retalho é a classe de ativos mais atrativa para investidores nacionais, representando cerca de 60% do volume total de transações. Essa predominância tende a crescer no curto prazo, à medida que novos veículos de investimento nacionais entram no mercado, aumentando a liquidez e a concorrência por ativos prime.

 

De acordo com o comunicado de imprensa, os centros comerciais foram o formato de retalho mais preferido em 2025, registando um crescimento nas vendas de 10%, após um aumento de 7% em 2024. Esse crescimento é sustentado por sólidos fundamentos operacionais e pela melhoria dos indicadores dos ocupantes.

Já os retail parks continuam a atrair cada vez mais investidores, beneficiando de formatos voltados para a conveniência e de rendas mais seguras. Atualmente, estão em construção cinco projetos em todo o país, que, ao serem concluídos, adicionarão cerca de 77.000 m² de área, ampliando a oferta de retalho moderno em locais estratégicos.

 

“Estes desenvolvimentos, tanto em centros comerciais como em retail parks, deverão sustentar o forte interesse dos investidores. Apoiado por procura sólida por parte dos ocupantes, as rendas prime em retail parks e retalho ancorado em supermercados registaram uma ligeira subida, atingindo €13/m²/mês, evidenciando a resiliência e o apelo contínuo destes formatos no mercado português”, lê-se na nota de imprensa.

De acordo com a nota de imprensa, o setor de retalho beneficiou do forte fluxo turístico e do aumento do poder de compra, com as vendas a crescerem 6,4% em 2025. No entanto, a oferta limitada ainda dificultou a entrada de novas marcas internacionais.

 

A atividade de investimento atingiu 173 milhões de euros no 4.º trimestre de 2025, com a maior parte do capital direcionado para ativos core high-street, além de centros comerciais e retalho ancorado em supermercados.

Segundo a Dils, no quarto trimestre, as principais aberturas no segmento high street ocorreram em Lisboa, com destaque para a chegada da Carhartt ao Chiado, da Eleventy Milano na Avenida da Liberdade e da Sabor a Espanha na Baixa.

 

O Porto também viu a abertura de três novas lojas de destaque, consolidando a sua atratividade para retalhistas nacionais e internacionais. No entanto, os ativos prime da cidade estão quase totalmente ocupados, refletindo a procura contínua por espaços de alta qualidade.

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