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Retalho

Presença física continua a ser “pilar fundamental” do retalho em Portugal

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A presença física mantém-se como um “pilar fundamental” do retalho em Portugal, mas o sucesso depende cada vez mais das pessoas do que da aposta exclusiva em tecnologia.

Esta é a principal conclusão do mais recente estudo da consultora Hamilton, promovido pela Castellana Properties, com base nas respostas dos inquilinos dos seus centros comerciais em território português.

 

O estudo, realizado com mais de 300 inquilinos (aproximadamente 86% do total) dos centros comerciais geridos pela Castellana Properties em Portugal (LoureShopping, RioSul Shopping, 8ª Avenida e Forum Madeira), revelou um forte compromisso com o canal físico. Cerca de 88,9% dos comerciantes inquiridos consideraram a presença num centro comercial “Muito Importante” ou “Bastante Importante” para a sustentabilidade e crescimento dos seus negócios.

Numa era marcada pela transformação digital, os dados do mercado português revelaram uma tendência contrária, centrada na experiência humana, enfatizou a análise. Além disso, quando questionados sobre as áreas em que devem investir, 49,4% dos comerciantes indicaram a “Formação de Equipas” como a prioridade máxima.

 

De acordo com o estudo, este foco na qualificação das equipas ultrapassa de forma clara o investimento em tecnologia, como a oferta de experiências de compra omnicanal (34,9%). Da mesma forma, verifica-se uma forte valorização da identidade nacional: 38,3% dos inquiridos destacaram a promoção do “produto local e nacional” como um fator estratégico, reforçando a ligação dos centros comerciais às comunidades onde estão inseridos.

Para Paulo Belchior, Asset Manager da Castellana Properties em Portugal, “estes resultados confirmam que o retalho físico em Portugal tem muito potencial e valor, mas exige uma abordagem cada vez mais humanizada. Para os nossos comerciantes, a prioridade não é apenas vender, mas servir eficazmente através de equipas formadas e de produtos que se relacionem com a comunidade local”.

 

Segundo a análise, o índice de satisfação global dos inquilinos com a gestão da empresa em Portugal é de 7,4 pontos (numa escala de 0 a 10). Os comerciantes portugueses destacaram especialmente a componente humana da relação profissional, atribuindo uma classificação de 8,0 à “simpatia e trato humano” das equipas de gestão.

 

 

 

 

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