A Heineken anunciou que o seu CEO, Dolf van den Brink, vai abandonar o cargo a 31 de maio, após quase seis anos à frente de uma das maiores cervejeiras do mundo.
O responsável holândes, que assumiu funções em junho de 2020, em plena pandemia de covid-19, é também presidente da comissão executiva da empresa.
Desde a sua entrada, a liderança da Heineken ficou marcada por um período particularmente turbulento, primeiro devido à pandemia e, mais tarde, pela forte inflação dos custos e pela queda das vendas, fatores que penalizaram as margens, a cotação das ações e o retorno para os investidores.
A empresa informou que o conselho de administração vai agora iniciar o processo de escolha de um sucessor, com Dolf van den Brink a afirmar manter-se disponível como consultor independente durante oito meses, a partir de junho.
Em comunicado de imprensa, Dolf van den Brink e o presidente do conselho de supervisão, Peter Wennink, afirmaram que este é o momento certo para uma mudança de liderança, numa fase em que a empresa definiu, em outubro, uma nova estratégia até 2030.
“A Heineken atingiu um ponto em que uma transição na liderança servirá melhor a empresa na concretização das suas ambições de longo prazo”, afirmou Dolf van den Brink, acrescentando que continuará “totalmente focado na execução da estratégia até à sua saída”.
Sob a liderança do responsável, a Heineken enfrentou ainda perturbações em mercados-chave de crescimento, como a Nigéria e o Vietname, o que penalizou os resultados. Além disso, a empresa tem sido criticada por investidores por não cumprir as previsões apresentadas ao mercado ao longo de vários anos.
Apesar de a atualização estratégica apresentada em outubro ter sido bem recebida pelos investidores, alguns analistas sublinharam que a empresa ainda precisa de demonstrar capacidade de execução.

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