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Produção

Eco-milk: A tendência internacional que está a pôr vacas a comer algas

Eco-milk D.R.

Com cerca de 30% das emissões de metano a virem da exploração de gado bovino, uma empresa da Tasmania está a dar que falar ao pôr no mercado o que apelida de primeiro ‘eco-milk’ do mundo.

Na prática, este leite, em tudo semelhante ao leite que encontramos no supermercado, tem uma única diferença face aos seus ‘concorrentes’. É que as vacas são alimentadas com algas, com uma redução de emissões de metano significativa (25%).

 

De acordo com os explicado, as vacas produzem cerca de 10.000 litros de leite por dia, uma parte do qual é engarrafada como “Eco-Milk” e vendida em toda a Tasmânia, inclusive na Woolworths , a maior rede de supermercados da Austrália.

Desde fevereiro, a Ashgrove, produtora familiar de laticínios responsável por este leite, tem vindo a alimentar cerca de 500 vacas — um quinto do total — com um óleo contendo extrato de algas marinhas que reduz o metano liberado pela digestão da vaca.

 

“Estamos a obter uma redução de cerca de 25% no metano”, disse o coproprietário Richard Bennett, lembrando o CEO da empresa que o custo deste tipo de alimentação é muito mais elevado, pelo que serão necessários apoios à transição. “Se esses produtos não forem apoiados, as coisas voltarão ao normal. E o ritmo da descarbonização será muito mais lento”, afirmou Sam Elsom.

 

 

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