As vendas de fim de ano continuam a ser decisivas para o retalho, mas também representam um período crítico para os crimes cibernéticos.
Só em 2024, os consumidores norte-americanos gastaram quase 1 bilião de dólares neste período, segundo a National Retail Federation, mas perderam mais de 12,5 mil milhões de dólares para fraudes, um aumento de 25% face a 2023, de acordo com a Federal Trade Commission.
O volume elevado de transações no último trimestre do ano atrai cibercriminosos, que recorrem a esquemas de phishing, roubo de contas e fraude em pagamentos sem cartão presente. A chamada “fraude amigável” — quando clientes contestam compras legítimas após recebê-las — já representa 75% das perdas em produtos digitais, sobrecarregando comerciantes com estornos e custos administrativos.
De acordo com o estudo da PYMNTS Intelligence, que faz parte da série Payments Optimization Tracker, a inteligência artificial (IA) está a transformar o cenário. Para os retalhistas, oferece deteção de fraudes em tempo real, autenticação adaptativa e redução de falsos positivos em até 85%, garantindo checkouts rápidos e seguros.
No entanto, os cibercriminosos também recorrem à IA para criar deepfakes, clonar marcas e contornar defesas tradicionais, elevando o nível de sofisticação dos ataques.
Estudos recentes mostram que ataques de inscrição aumentaram 309% durante as compras de 2024 e que um único criminoso pode causar perdas superiores a 145 mil dólares. Ao mesmo tempo, 88% dos americanos acreditam que a IA está a alimentar o crescimento da fraude online.
Especialistas defendem uma abordagem em camadas que combine IA, autenticação multifator e monitorização de comportamento, além de respostas rápidas no apoio ao cliente para evitar disputas dispendiosas. A prevenção de fraude, concluem, deve ser uma estratégia permanente e não apenas uma medida sazonal.
 

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