Cerca de 57% dos consumidores que experimentam pagamentos em tempo real passam a utilizá-los como método principal, revelou um novo estudo da PYMNTS Intelligence em parceria com a Ingo Payments, que analisou o mercado dos Estados Unidos da América (EUA).
A percentagem representa uma forte subida face aos 39% registados em 2020, confirmando que os pagamentos instantâneos deixaram de ser uma conveniência para se tornarem um novo padrão de comportamento financeiro.
O relatório “Beyond Speed: The Case for Instant Payout Adoption and Stickiness” indicou ainda que, depois de receberem dinheiro de forma imediata, a maioria dos utilizadores “raramente volta atrás”.
Esta fidelização é resultado da combinação entre inovação tecnológica e economia comportamental, com empresas a oferecerem carteiras digitais, cartões virtuais e incentivos para reter o dinheiro dentro dos seus próprios ecossistemas.
Os pagamentos instantâneos não só aceleraram transações, como também criaram novos modelos de lealdade entre marcas e consumidores. Nos EUA, 41% dos beneficiários já privilegiam esta forma de transferência, e entre profissionais independentes e trabalhadores de plataformas digitais, 68% tornaram-se utilizadores regulares após a primeira experiência.
O estudo concluiu que a próxima fase de competição no setor financeiro deixará de ser sobre oferecer ou não este serviço, mas sobre qual tecnologia instantânea proporciona maior retenção e fidelidade.
 

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