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GS1 Portugal: Big data, rastreabilidade e cooperação como foco da cadeia de valor

A GS1 Portugal promoveu o 9.ª Seminário de Supply Chain, com o tema “O novo paradigma da Cadeia de Valor: analógica, digital e o futuro". 

A GS1 Portugal [1] – organização responsável pela introdução do código de barras em Portugal – promoveu a 9.ª edição do Seminário de Supply Chain, subordinado ao tema “O novo paradigma da Cadeia de Valor: analógica, digital e o futuro”.  A partilha de dados, a rastreabilidade e a cooperação foram os temas em destaque, anunciou a GS1 Portugal [2], numa comunicação enviada às redações.

Num evento em que foram várias as temáticas abordadas, a declaração inicial pertenceu ao Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, seguindo-se uma apresentação de Carlos Elavai, do Boston Consulting Group sobre o impacto da pandemia na passagem da tradicional e analógica Supply Chain para uma perspetiva biónica.

Ana Paula Barbosa, da Nielsen Portugal, apresentou ainda o estudo “A resposta da Cadeia de Valor às exigências do Consumidor”, abrindo caminho para uma segunda parte do evento que contou com a participação de Eduardo Brito da Jerónimo Martins, Jorg Deubel da Nestlé Portugal, Paulo Manso Preto da Sogrape, Rui Gomes da DHL e Pedro Côrte-Real, da Sonae MC.

Conheça aqui algumas das intervenções chave do evento:

Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor – João Torres

Na sua intervenção, João Torres afirmou “ao nível nacional é essencial investir e apostar em estratégias inovadoras e disruptivas, enquanto ao nível europeu deverá ser salvaguardada a autonomia do mercado único, reduzindo dependências face a cadeias de valor externa”.

Nielsen Portugal – Ana Paula Barbosa

A responsável apresentou o estudo “A resposta da Cadeia de Valor às exigências do Consumidor.” O estudo destacou como principais fatores que poderão alterar o comportamento do consumidor – o Revenge Spending, a crise económica, a continuidade do teletrabalho e a experiência em e-commerce.

Segundo o estudo, “compras menos frequentes com gasto maior, num número menor de insígnias diferentes, refeições em casa e novos locais de compra, como o online e o comércio de proximidade” vieram para ficar.

Jerónimo Martins – Eduardo Brito

Para Eduardo Brito, “a pandemia trouxe a digitalização à força, sendo dada cada vez mais importância aos dados do produto disponibilizados online”. No entanto, refere que para a Jerónimo Martins “é crucial capturar informação relevante para o cliente na sua origem, promovendo a rastreabilidade dos produtos e assegurando a transparência e a fiabilidade dos dados”.

Nestlé Portugal – Jorg Deubel

“Esta fase leva-nos a aceitar que vamos continuar a errar e que vamos prever cada vez menos o que se segue. Mas, quando acertamos, o resultado pode ser de longe superior”, explicou Jorg Deubel.  Para o orador da Nestlé, “a personalização e a digitalização vieram para ficar”, assim como a preocupação com as áreas da saúde e da sustentabilidade.

“O consumidor compra cada vez mais produtos com base em determinadas causas e quer saber em tempo real onde estão as suas encomendas” e, por isso, para Jorg Deubel “o poder dos dados e a importância da Inteligência Artifical serão as soluções para o futuro”.

DHL – Rui Gomes

O futuro das empresas passa pelo “investimento no equilíbrio entre o capital humano e as tecnologias, reduzindo o gap entre as soluções tecnológicas e a capacidade das organizações para as implementar” referiu o responsável.

Sonae MC – Pedro Côrte-Real

“A resiliência, a rastreabilidade transversal a toda a cadeia de valor, um planeamento mais anti-frágil e melhores processos de colaboração” serão chave para o futuro das empresas, explicou.

Além disso, Pedro Côrte-Real destacou que “a partilha de dados com fornecedores poderá ajudar as empresas no seu próprio planeamento”, assim como “a rastreabilidade dos produtos poderá ajudar a corrigir erros e problemas, em tempo real” ao longo de toda a cadeia de valor.

Sogrape – Paulo Manso Preto

Do lado da Sogrape, Paulo Manso Preto destacou que o grande desafio atual é garantir a velocidade das entregas e o stock dos produtos, o que gerou a necessidade de desenvolvimento de “algoritmos, em data science, para analisar a procura dos consumidores”.

A sessão poderá ser vista e revista aqui [3].

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