Retalho

Caxamar de olhos postos no futuro

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Com taxas de crescimento superiores a 15% a empresa pretende nos próximos 2 anos, uma nova imagem, novas instalações, e uma maior aposta na exportação.

2019 será um ano de viragem para a Caxamar. No ano em que comemora 30 anos de existência a empresa irá fazer um restyling à sua imagem, investir na ampliação e modernização das atuais estruturas e, com isso, aumentar as vendas e entrar em novos mercados.

Fundada em 1989, por Manuel Mendes Bastos, o core business da Caxamar sempre foi o bacalhau, mais precisamente a distribuição do produto em feiras e mercados tradicionais. Só em 2001 o negócio sofreu uma alteração, com a construção da unidade para armazenamento e secagem de bacalhau, na Zona Industrial Casal dos Frades, em Ourém. Data que coincidiu com a entrada de Gonçalo Bastos, filho do proprietário, à liderança da empresa. De uma equipa de quatro pessoas, na altura, para os atuais 60 colaboradores.

A entrada de Gonçalo Bastos traduziu-se numa alteração de estratégia da empresa. A Caxamar decidiu investir na transformação do bacalhau e apostar, por um lado na procura de novos canais de distribuição, nomeadamente o canal Horeca, mas também começar a exportar. O apoio facultado pela fábrica permitiu que a empresa aumentasse as suas vendas e começasse a exportar, a partir de 2005, para mercados como a Angola, Europa e o chamado “mercado da saudade”.Anos depois, em 2013, e através de novo investimento, a Caxamar conclui o projeto de modernização e ampliação da unidade produtiva, passando a integrar a linha existente de produção de bacalhau salgado seco e com a nova linha de produção de demolhado ultracongelado, sendo, atualmente, a principal aposta da empresa, bem como novas unidades de armazenamento e logística.

Caxamar

Hoje em dia a exportação já representa cerca de 22% do negócio sendo que o objetivo é o de aumenta esse valor. E é com isso em mente que a empresa tem diversos investimentos na calha. Segundo Gonçalo Bastos um deles passará pela modernização e ampliação das estruturas, tendo por vista aumentar a oferta da empresa na transformação do bacalhau debulhado ultracongelado. Entre as novidades estarão novos packagings, novos produtos (mas tendo sempre por base o bacalhau debulhado ultracongelado) e novos mercados (entre os quais o Brasil e a América do Sul). Tudo com o objetivo de aumentar os atuais valores de negócio, 7.500 toneladas de bacalhau transformado e uma taxa de crescimento constante entre 15 a 20 por cento.

Ao longo de 30 anos a Caxamar sobe, não só resistir às mudanças no mercado, mas evoluir e acompanhar as necessidades dos clientes. De uma empresa totalmente dependente do mercado nacional passou para uma entidade que aposta cada vez mais na exportação, disponibilizando, para tal, novos produtos. Sem, nunca, descurar o seu papel no desenvolvimento da região e enquanto entidade empregadora. Com os investimentos previstos antecipa-se um fortalecer desse papel.

BACALHAU PARA TODOS OS GOSTOS

A pensar nas várias utilizações do bacalhau, a Caxamar compra a sua matéria-prima a vários fornecedores, diga-se regiões: Noruega, Islândia, Rússia… A empresa tem o cuidado de adaptar a origem do bacalhau ao resultado final da transformação do mesmo. Porque um lombo de bacalhau é completamente diferente de umas línguas de bacalhau, por exemplo, ou de um bacalhau desfiado. O objetivo por parte de quem compra é distinto. Se um bacalhau no forno requer um bom lombo já um arroz de bacalhau pode pedir “apenas” um bacalhau desfiado. O importante é ter bacalhau para todos os gostos.

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