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Logística

Os disruptivos projetos de entrega que estão a ‘pilotar’ lá fora

A entrega continua a ser um dos eixos em que retalhistas e empresas de entregas continuam a esforçar-se por entregar valor. A tecnologia tem dado uma mão, na implementação de ideias mais ou menos disruptivas.

Neste artigo, deixamos-lhe alguns dos exemplos mais disruptivos do último ano:

 

– A Walmart tem sido um dos retalhistas que mais esforços tem posto na entrega. A gigante norte-americana tem dois serviços que trazem a conveniência para o primeiro plano. No primeiro, por 20 dólares, o cliente pode escolher que as suas compras sejam entregues no interior da casa. Em que consiste? Na prática, o estafeta arruma todos os produtos frescos no frigorífico, impedindo que estes se possam estragar.

Mas há mais. A retalhista apostou também num serviço hiper matutino. Na prática, os clientes podem fazer as suas compras a partir das 06h da manhã, sendo que estas são prontamente preparadas e entregues à porta do utilizador. Outro ponto disruptivo é que a marca permite também entregas até às 22h, isto de pedidos realizados até às 21h30.

 

– A entrega com robots não é uma novidade. Em Madrid, mesmo aqui ao lado, já temos robots terrestres que percorrem as ruas a entregar mercearias. Porém, o piloto que destacamos é da Asda, no Reino Unido. Numa parceria com a Wayve, a retalhista usou carros convencionais para um piloto que tinha como intuito servir 170 mil pessoas em mais de 72 mil lares de Londres.

Numa primeira fase deste ‘piloto’, os veículos autónomos terão um funcionário da Asda e um motorista de segurança da Wayve que irão supervisionar as entregas, mas a ideia é desenvolver o software de IA para aprender com a experiência, permitindo entregas que possam eventualmente não estar mapeadas.

 

– Outro teste interessante aconteceu fruto de uma parceria entre a  Oxbotica e a Goggo Network. Na prática, as duas empresas juntaram-se para testar um modelo de última milha que dependia de uma carrinha com capacidade de transporte de até 1500 kg. A ideia é ver como o robot reagiria a condições mais adversas, com uma inteligência artificial que, como no caso anterior, é capaz de aprender com a sua experiência anterior. O potencial deste projeto é que pode não ser exclusivamente para entregas de menor envergadura, uma vez que pode fazer a middle mile pela sua capacidade de carga.

Um sistema semelhante foi testado também em Helsínquia, com o projeto Last Mile Autonomous Delivery (LMAD), a permitir entregas ‘verdes’, autónomas e… rápidas, mas, além, mostrando capacidade de interagir com quem se aproxima dele.

 

– Por fim, as entregas com drones. Com a sobrecarrega da rodovia, várias são as empresas, sobretudo nos Estados Unidos, a apostarem em entregas pelos céus. A Amazon anunciou recentemente, num artigo citado pela CNBC, ter completado a sua centésima entrega pelos ares. Porém, estes números, quando comparados com os da Walmart. A testar as entregas por esta via desde 2016, a retalhista assegura já ter completado mais de 10 mil entregas. O objetivo da empresa é ainda maior em escala. Até 2025 pretende-se chegar ao redondo número de quatro milhões.

Mas há um player na equação que poderá não parecer tão óbvio: A Alphabet. Tendo adquirido a Wing em 2019, uma empresa de drones, a Alphabet Wing tem testado as entregas pelo ar em vários países, dos Estados Unidos à Austrália, mas fazendo também testes na Finlândia. A marca garante já ter feito 200 mil entregas com drones.

 

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