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Portugueses revelam “forte preferência” por produtos nacionais

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A maioria dos portugueses tem uma “forte preferência” por produtos de origem nacional, com mais de 92% dos consumidores a escolher regularmente produtos portugueses, enquanto menos de 1% admitiu fazê-lo raramente.

Quase metade considerou “muito importante” a origem nacional dos artigos que compra e 32% viu esse critério como “importante”. Apenas 1% considerou a origem nacional “nada importante” nas decisões de compra.

 

As conclusões são da Escolha do Consumidor que realizou um estudo sobre o consumo de produtos nacionais para compreender como os consumidores percecionam e valorizam artigos de origem nacional e identificar as principais motivações e barreiras associadas ao seu consumo.

Além disso, 86% dos inquiridos afirmou ser moderada ou fortemente influenciados pela origem nacional dos produtos. Ao “Made in Portugal” associam confiança, excelência e impacto positivo na economia, reforçando tanto a ligação emocional como a racional às marcas portuguesas.

 

A categoria “Alimentação e Bebidas” destacou-se como o principal setor de consumo nacional, com 87% dos inquiridos a comprarem regularmente produtos portugueses. Seguem-se o “Vestuário e Calçado” (51%) e “Mobiliário e Decoração” (45%). Já “Higiene e Cosmética” (28%) e “Tecnologia e Eletrónica” (14%) registaram uma adesão mais baixa, “refletindo uma menor oferta nacional ou menor reconhecimento das marcas nestas áreas”, concluiu o estudo.

Portugueses revelam “forte preferência” por produtos nacionais

 

Quanto às motivações para a escolha de produtos nacionais, a qualidade destacou-se como o principal fator, referido por 69% dos inquiridos. Em segundo plano, surgiu a confiança nas marcas portuguesas e o apoio à economia local, ambos mencionados por 58%.

Identidade e orgulho nacional (37%) e preço competitivo (35%) são igualmente apontados como motivos determinantes. Sustentabilidade ambiental (30%) e disponibilidade no ponto de venda (21%) surgiram com menor expressão, embora continuem a ter peso nas decisões de compra.

 

Segundo o estudo, apesar da forte preferência pelos produtos nacionais, 63% dos inquiridos apontaram o preço mais elevado como o principal entrave à compra. A isto somam-se a menor variedade ou disponibilidade no ponto de venda (29%), o desconhecimento das marcas (25%) e o design menos apelativo (8%). Apenas 4% afirmou preferir marcas internacionais.

Quando questionados sobre o que poderia ser melhorado nos produtos nacionais para incentivar o consumo, os inquiridos destacaram sobretudo aspetos económicos e de comunicação. A redução do preço surge como a principal prioridade, referida por 64% dos participantes. Melhorar a comunicação da origem portuguesa (43%) e aumentar a variedade de produtos nacionais (42%) são igualmente pontos considerados essenciais a melhorar pelas marcas.

Os inquiridos apontaram também a necessidade de melhorar a disponibilidade dos produtos nos pontos de venda (40%) e de reforçar o investimento em publicidade e promoção (36%), aumentando a presença das marcas nacionais. Em menor escala, destacaram a melhoria da qualidade (18%), o aperfeiçoamento do design (17%) e o reforço da sustentabilidade (12%) como áreas a evoluir.

Em termos de perceção e reconhecimento, 67% dos inquiridos afirmaram conseguir identificar se um produto é de origem portuguesa, recorrendo sobretudo à informação do rótulo ou etiqueta, aos selos ou símbolos nacionais e à indicação do país de origem na embalagem.

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