No primeiro semestre de 2008 cada lar nacional visitou, em média, quatro insígnias. E para estas contas não entram as lojas da mesma insígnia, o que revela que os portugueses vão, cada vez mais, a locais diferentes à procura de melhores preços. Essa é uma das conclusões do estudo “O que se passa no grande consumo em Portugal?”, da responsabilidade da TNS Worldpanel.
A ida a mais locais, em conjunto com o surgimento de mais 12 milhões de actos de compra, reflecte-se assim em cestas mais pequenas e menos carros grandes de produtos. O mesmo estudo permite também verificar que o acréscimo dos preços altera o consumo dos lares, não evitando, no entanto, o aumento dos gastos. Cada família gasta assim mais 5,5% do que no ano passado, o que se reflecte, em média, em mais 65 euros gastos para adquirir o mesmo volume de compras. O orçamento é cada vez mais dedicado à alimentação – fresca e não fresca – sendo os produtos de drogaria e higiene os mais afectados.
Grande quebra foi registada no sector têxtil, onde se verificaram menos 408 mil indivíduos compradores, quando comparando o primeiro semestre de 2008 com o mesmo período de 2007. De realçar neste campo que os hipermercados entraram para o “Top 5” de locais escolhidos para comprar produtos têxteis.
No que diz respeito aos combustíveis, em Portugal consumiu-se menos 18 milhões de litros de gasolina, o que corresponde a menos 218 mil compradores. Neste campo, a ganhar relevo encontram-se os postos de abastecimentos dos hipermercados, bem como alguns da vizinha Espanha.
Outra importante conclusão é a de que o aumento dos preços é a primeira das preocupações dos europeus (37%), à frente do desemprego (24%), situação económica (20%), crime (20%) ou sistema de saúde (19%).

